[Resenha] Insônia, de J. R. Johansson

Livro cedido pela editora para resenha
ISBN: 9788576837176
Série: Sonâmbulos, vol. 1
Tradução: Frank de Oliveira e Júlio Monteiro de Oliveira
Ano de Lançamento: 2014
Número de Páginas: 344
Editora: Vergara & Riba
Classificação: ♥♥♥♥ 
Depois de quatro anos de insônia, Parker Chip não aguenta mais nada. Toda noite, em vez de dormir ele entra no sonho da pessoa que ele olhou nos olhos por último. Se ele não dormir logo Parker morrerá. É quando ele conhece Mia. Seus sonhos são calmos e maravilhosamente descomplicados, e permitem a ele um descanso feliz e altamente viciante. Mas o que começa com um encontro se transforma em obsessão. O desejo furioso de Parker pelo que ele precisa o pressiona ao extremo que ele jamais pensou alcançar. Quando alguém começa aterrorizar Mia com ameaças de morte, a memória de Parker apaga o levando a duvidar de sua própria inocência.  

Insônia é o primeiro livro da série Sonâmbulos lançado em 2014, uma trilogia que já conta com outros dois livros já editados nos Estados Unidos: Paranoia (2014) e Mania (2015). A autora também publicou, neste ano, o livro Cut Me Free, um thriller juvenil num misto de drama e suspense.

Insônia e Paranoia já foram editados no Brasil pela Editora Vergara & Riba. A autora, em seu site pessoal, classifica sua série Sonâmbulos como um "thriller sobrenatural psicológico juvenil", já traduzido para vários países em cinco línguas diferentes.

Sem dúvida alguma Insônia é um thriller juvenil de suspense psicológico, com um toque bem sutil de sobrenatural. Pois, o que ocorre com Parker Chipp no livro é inexplicável. Poderia ser um problema de distúrbio do sono, como acomete muita gente que não consegue dormir direito, se não fosse o fato de que Parker, um adolescente de 16 anos, passar suas noites vagando tal qual uma alma penada no sonho de outras pessoas.

[Resenha] Joyland, de Stephen King

Livro cedido pela editora para resenha
ISBN: 9788581052984
Tradução: Regiane Winarski
Ano de Lançamento: 2015
Número de Páginas: 240
Editora: Suma de Letras
Classificação: ♥♥♥♥ 
Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

Joyland foi editado pela HCC, Hard Case Crime, que é uma marca norte-americana criada para publicações de livros policiais no estilo de romances noir das décadas de 1940-1950. Nessa série de livros, que já conta com mais de cem livros publicados desde 2004, entre novas edições e relançamentos, Stephen King figura com dois livros: The Colorado Kid (2005) e Joyland (2013).

Segundo Setphen King menciona, em uma entrevista concedida ao programa Fresh Air da Rádio Pública Nacional (RPN), a ideia de escrever Joyland surgiu quando ele viu um garoto em uma cadeira de rodas empinando a imagem de Jesus estampada numa pipa, em uma praia, cerca de vinte anos antes do lançamento do livro.

Quanto ao parque de diversões, segundo o autor, Joyland foi inspirado em um parque que existe em Salem, em New Hampshire. Por conta disso, alguns fãs e críticos do autor alegam que a sua ambientação de parque de diversão para Joyland não é fidedigna; ou seja, a forma como um parque de diversões funciona não está descrita corretamente no livro. A isso o King responde na "Nota do Autor", à página 239 do livro: “Pessoal, é por isso que se chama ficção.”

A linda arte em aquarela de Ashiya


Olá, pessoal! Hoje vim falar de arte com vocês. Mais uma vez vim mostrar um dos talentos que achei pelas minhas caçadas no Instagram. A arte da vez é da Ashiya, uma ilustradora e designer de 25 anos que utiliza da aquarela para fazer pinturas lindas com inspirações orientais e até em grupos de k-pop que ela adora. 

Infelizmente não achei muitas informações sobre ela, mas achei sua página no DeviantArt com uma breve apresentação: "Olá a todos! Eu sou viciada em k-pop, especialmente em Vixx , Infinite, Beast, B.A.P e Super Junior, então eu faço um monte de fanarts, mas tenho personagens originais também. Planejo desenhar histórias sobre eles no futuro. Eu espero que você vai amá-los como eu amo ~ Agora eu vivo na Rússia e você pode falar livremente inglês, russo ou coreano comigo. Eu nasci em 1990. Eu gosto de desenhar, ouvir música, assistir filmes, dançar e ler." 

Eu estou simplesmente apaixonada por sua arte! São pinturas lindas, com cores suaves e muito bem harmonizadas. Os traços são lindos e delicados! Uma das coisas que mais gostei é justamente os traços orientais que ela traz para sua arte (como adoro tudo relacionado à isso, então foi amor à primeira vista). ❤ E agora chegou a parte boa, conhecer o trabalho da Ashiya. Veja como sua arte em aquarela é linda:

[Resenha] Doce Relíquia Mortal, de Nora Roberts & J.D. Robb

Livro cedido pela editora para resenha
ISBN: 9788580413779
Série: Mortal, vol. 20
Tradução: Renato Motta
Ano de Lançamento: 2015
Número de Páginas: 532
Editora: Bertrand Brasil
Classificação: ♥♥♥♥ 
Laine Tavish é a conhecida dona da Doce Relíquia, uma encantadora loja de antiguidades. Seus clientes, no entanto, nem imaginam que ela é filha de um trapaceiro conhecido pela polícia e que cresceu como uma fora da lei, sempre se mudando de cidade. Mas o passado de Laine acaba por alcançá-la. Seu tio há muitos anos desaparecido visita a Doce Relíquia e deixa um misterioso alerta antes de morrer atropelado por um carro. Logo em seguida, a casa de Laine é saqueada. Agora, as respostas sobre quem a persegue – e por quê – precisam ser encontradas por ela e pelo enigmático e atraente Max Gannon. E uma fortuna em diamantes roubados e desaparecidos faz parte desse mistério. Décadas depois, na Nova York do ano 2059, uma boa parte do velho tesouro que Laine e Max tanto buscaram continua sumida. Mas agora há mais alguém à procura dos diamantes; uma pessoa disposta a matar por eles.

Nora Roberts é uma autora estadunidense de renome internacional, com cerca de 200 romances editados em diversas línguas ao redor do mundo. Nora nasceu Eleanor Marie Robertson, em 1950, na cidade de Silver Spring, no estado de Maryland, Estados Unidos. Ela também adotou o pseudônimo de J. D. Robb na série Mortal, a qual é composta por mais de vinte livros já publicados, inclusive pela Bertrand Brasil. Nora também assina pela pseudônimos de Jill March e Sarah Hardesty, com obras publicadas no Reino Unido, Inglaterra. Ela começou a escrever em 1979, para matar o tempo, mas só dois anos depois, em 1981, que ela conseguiu publicar seu primeiro romance: Irish Thoroughbred, com o pseudônimo de Nora Roberts. Posteriormente, Nora publicou 23 livros entre os anos de 1982 e 1984, porém o sucesso só viriam em 1985 com a publicação de Playing the Odds, da série McGregor. E a partir daí o sucesso de Nora Roberts nunca mais parou.

Atualmente a série Mortal conta com 50 livros já publicados nos Estados Unidos. A série foi iniciada em 1995, com o lançamento de Naked in Death. O quinquagésimo livro editado neste ano é Obssession in Death. Remember When, ou Doce Relíquia, argumento desta resenha, é o vigésimo livro da série Mortal publicado em 2003. E acreditem, é o primeiro livro que leio da Nora. E minha impressão, de forma geral, foi positiva.

[Resenha] O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs

Livro cedido pela editora para resenha
ISBN: 9788580442670
Série: Srta. Peregrine, vol. 1
Tradução: Edmundo Barreiro e Márcia Blasques
Ano de Lançamento: 2012
Número de Páginas: 336
Editora: Leya
Classificação: ♥♥♥♥ 
Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas. 

“Eu tinha acabado de aceitar que minha vida seria apenas comum quando coisas extraordinárias começaram a acontecer comigo.” – Prólogo. 

A primeira coisa que me atraiu nesse livro foi a belíssima arte gráfica e seu estilo de livro antigo. A capa e a contracapa, em tom sépia, tem um toque sobrenatural que remete aos filmes de terror sobre construções assombradas, lugarejos onde se ocultam antigos e sinistros segredos de família, e filmes noir de mistério e terror dos anos 1950. Adorei também as páginas com arabescos iniciando os capítulos e as fotografias em preto e branco ilustrando situações narradas no livro, colocadas em pontos estratégicos pelo autor para aguçar a nossa curiosidade, ou provocar aquela sensação de desconforto que antecede um momento de susto. Segundo o autor, as fotos são reais, emprestadas de amigos colecionadores de fotografias antigas. Simplesmente, maravilhoso. Só por esses aspectos, o livro merece ser lido.



Ransom Riggs nasceu na Flórida, Estados Unidos, e formou-se em cinema e TV pela Universidade do Sul da Califórnia, onde vive atualmente. Como cineasta, realizou vários curtas-metragens; nas horas vagas, é blogueiro e repórter especializado em viagens. Seu primeiro romance, O Orfanado da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares, tornou-se rapidamente um sucesso de público e crítica.