[Resenha] Snow Crash, de Neal Stephenson

domingo, 1 de maio de 2016
Livro cedido pela editora para resenha
ISBN: 9788576572046
Tradução: Fábio Fernandes
Ano de Lançamento: 2015
Número de Páginas: 496
Editora: Aleph
Classificação: ♥♥♥ 
Sinopse: No mundo real, Hiro Protagonist é entregador de pizzas na CosaNostra, pizzaria controlada pela organização mafiosa do Tio Enzo. Mas, no Metaverso, ele é um príncipe samurai. Um novo vírus vem derrubando hackers por todo o mundo, e Hiro parte em uma jornada perigosa para encontrar e destruir o sombrio vilão virtual que ameaça não só a existência daquele universo virtual, mas da própria Realidade.

Neal Stephenson é um escritor e designer de games estadunidense, nascido em Fort Meade, Maryland, USA, em 1959. Publicou o seu primeiro livro em 1984, The Big U. Desde então, escreveu e publicou quase 20 livros de ficção, e uma dúzia de outros livros de não-ficção. Os livros ficcionais versam, em sua maioria, sobre temas fortemente ligados a cultura pop dos anos 1980 e 1990, no estilo cyberpunk. Quem conhece os trabalhos de William Gibson vai se sentir em casa lendo os livros de Neal Stephenson. Quanto aos livros de não-ficção, ele produziu obras relacionadas ao universo da informática, entre outras coisas.

Snow Crash, editado em 1992, saiu aqui no Brasil pela Editora Aleph, em 2015; porém, o livro já havia sido publicado por aqui com o título Nevasca. Para ilustrar, nevasca é aquele chuvisco que aparecia nos aparelhos de "tubo catódico" antes da invenção das TVs de Plasma/LCD/LED, quando o canal saia fora do ar ou quando se sintonizava um canal sem estação. Claro que isso não ocorre mais no advento das TVs por assinatura: quando o canal saiu do ar, geralmente em dias de chuva forte, a imagem congela ou quadricula.

Livy
sou a Livy, e sou a administradora do No Mundo dos Livros, que surgiu em 2010 pelo amor pela leitura e a escrita. No blog os leitores terão um espaço onde podem encontrar novidades do mundo literário, e também do cinema, séries, HQ's, música e etc.





[Resenha] P.S.: Ainda Amo Você, de Jenny Han

quinta-feira, 28 de abril de 2016
Livro cedido pela editora para resenha
ISBN: 9788580578690
Para Todos os Garotos que Já Amei, vol. 2
Tradução: RegianeWinarski
Ano de Lançamento: 2016
Número de Páginas: 304
Editora: Intrínseca
Classificação: ♥♥♥ 
Sinopse: Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários. Em "Para todos os garotos que já amei", Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em "P.S.: Ainda amo você", Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam. Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois.

Terminei a leitura de P.S.: Ainda Amo Você, bem agarrada ao livro. Junto ao peito. Queria manter essa sensação gostosa pós-leitura por mais tempo. Quer ler um livro leve, gostoso, fofo? Aquele tipo de livro que parece um cupcake, daqueles com massa fofinha, cheios de glacê e confeitos coloridos? Aquele tipo de livro que parece uma caneca de chocolate quente descendo pela garganta e aquecendo o peito em um dia bem frio? Aquele tipo de livro para suspirar? Então...


P.S.: Eu Ainda Amo Você é continuação direta do livro Para todos os garotos que já amei, e acompanhamos, mais uma vez, os dilemas de Lara Jean sobre o amor, família e amadurecimento. Eu já havia gostado muito do primeiro volume, mas P.S.: Eu Ainda Amo Você me conquistou completamente.

Desta vez, decidi não entrar em detalhes sobre a história, pois, além dos spoilers, posso acabar estragando um pouco da graça do livro. Porque sim, o livro é uma gracinha e merece que você o leia para conferir! Mas, claro, não vou deixar de enumerar tudo o que eu gostei no livro.

Primeiramente, tenho que confessar que gostei muito mais de P.S.: Eu Ainda Amo Você do que gostei de Para todos os garotos que já amei. Ambos são lindinhos, e, em conjunto, formam uma das histórias YA mais gostosas que já li do gênero. Mas acontece que este segundo volume tem um quê de especial! Apesar de ter adorado o primeiro, senti que ele foi mais introdutório. Teve um ótimo desenvolvimento, tanto da trama, quando dos personagens, claro! Mas em P.S.: Eu Ainda Amo Você me senti mais conectada à Lara Jean, suas emoções e todos os acontecimentos. Senti que houve mais sentimento na história e um envolvimento maior dos personagens. Além de que o desfecho foi tão... owwwwnnn! Quero dormir agarrada a este livro, pode!?

Livy
sou a Livy, e sou a administradora do No Mundo dos Livros, que surgiu em 2010 pelo amor pela leitura e a escrita. No blog os leitores terão um espaço onde podem encontrar novidades do mundo literário, e também do cinema, séries, HQ's, música e etc.





[Resenha] O Vilarejo, de Raphael Montes

sexta-feira, 22 de abril de 2016
Livro cedido pela editora pare resenha
ISBN: 9788581053042
Livro de contos / Nacional
Ano de Lançamento: 2015
Número de Páginas: 96
Editora: Suma de Letras
Classificação: ♥♥♥ 
Sinopse: Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome. As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.

O carioca Raphael Montes assina uma coluna mensal do Blog da Companhia das Letras e outra no jornal O Globo. Além de escritor, Raphael Montes dedica-se a escrever roteiros para cinema e TV, como a série Espinosa (GNT) e o seriado de terror Supermax (Rede Globo). Seu primeiro romance, Suicidas, foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2013. Dias Perfeitos, romance de 2014, já foi traduzido para vários países, com direitos autorais vendidos para o cinema.

O Vilarejo é o mais novo trabalho literário de Raphael Montes, lançado em agosto de 2015, pela editora Suma de Letras. A capa do livro, bem como a contracapa é bem bacana, com um toque sombrio, medieval, evocando aqueles pesadelos do qual você luta desesperadamente para acordar. O miolo do livro é igualmente assombroso, com um layout dark e gravuras tenebrosas que ilustram o início e o fim de cada conto.

O livro é dividido em sete histórias de puro horror, com títulos que por si só já dizem tudo, como: Belzebu, Asmodeus e Satan, por exemplo. As histórias são curtinhas e o livro, no todo, pode ser lido em poucos minutos.

Livy
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[Resenha] Planeta dos Macacos, de Pierre Boulle

segunda-feira, 18 de abril de 2016
Livro cedido pela editora para resenha
ISBN: 9788576572138
Tradução: André Teles
Ano de Lançamento: 2015
Número de Páginas: 216
Editora: Aleph
Classificação: ♥♥♥ 
Sinopse: Em um futuro não muito distante, três astronautas pousam em um planeta bastante parecido com a Terra. Repleto de florestas luxuriantes e um clima ameno e ar perfeitamente respirável. Mas esse lugar – um pretenso paraíso – não é o que parece. Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante… os macacos. 

Pierre Boulle nasceu em Avinhão, França, em 1912. Formou-se em engenharia e trabalhou como técnico. Durante a Segunda Grande Guerra, Boulle alistou-se na Indochina farncesa. Entrou para o movimento França Livre, em Singapura, quando os Alemães invadiram e tomaram a França. Em 1950, Boulle publicou o seu primeiro livro, William Conrad. A Ponte do Rio Kwai (1952), foi adaptado para os cinemas em 1957. Esse foi o terceiro livro do autor; cinco livros depois, em 1963, Boulle publica O Planeta dos Macacos, o qual seria adaptado para as telonas em 1968, e que deu ao autor o seu justo reconhecimento. Depois disso, até 1992, foram outros 14 livros de considerável expressividade, todos editados em língua francesa. 

Essa edição que estou resenhando, editada pela Editora Aleph, é um show. Uma ótima pedida para quem é fã e, principalmente, para quem é saudosista. Além de um formato em brochura que parece uma agenda, o livro tem uma capa bastante intimista, grotesca, que arremete ao contexto do enredo. O layout do livro é muito legal, pois parece que todo ele foi pintado e rabiscado por um chipanzé. 


Se você viu o filme de 1968, com o ator Chalton Reston no papel principal, ou as suas continuações, ou mesmo as posteriores refilmagens, fique sabendo que os filmes são apenas baseados no livro. Ao ler o trabalho de Pierre Boulle, nós redescobrimos o universo de O Planeta dos Macacos. Eu mesma fiquei muito empolgada com a trama em si, bem mais interessante, em termos de leitura, do que vemos nos filmes. 

O ponto mais impactante do livro é o estado fóbico que Boulle conseguiu criar no livro. Asfixiante, também seria um termo bem adequado. A cada página, a medida em que Ulisses tenta sobreviver a um mundo dominado por símios, onde humanos são tratados como animais, a tensão, a ansiedade, o nervosismo só tende a crescer. A cada capítulo – e todos eles são bem curtinhos (graças a Deus!) -, com a tensão aumentando e nos obrigando a continuar lendo, eu me punha no lugar dele e me fazia a seguinte pergunta: e se isso acontecesse de verdade?

Livy
sou a Livy, e sou a administradora do No Mundo dos Livros, que surgiu em 2010 pelo amor pela leitura e a escrita. No blog os leitores terão um espaço onde podem encontrar novidades do mundo literário, e também do cinema, séries, HQ's, música e etc.





Desaguar, por Cris Rangel

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Oi, pessoal! Vamos falar um pouco de poema? Sim, esta pessoa que vos fala, adora! E vim lhes apresentar o livro Desaguar, da Cris Rangel

A poeta Cris Rangel, perdeu quase todos os seus escritos em uma enchente que atingiu Paraty, no Rio de Janeiro, em 2009. Desaguar, seu primeiro livro, tem esse nome porque é um registro dos seus anos de produção e o pouco que sobrou na inundação. O livro é separado em três partesOndaLeito Rio; três momentos que representam esse sentimento de finalmente estar transferindo sua dor em arte.

Cris se diz ser, por vezes, uma pessoa bem insistente, e outras, uma pessoa em constante mudança. Sua poesia reflete esta personalidade. Em momentos seguem rimas, já em outros segue com liberdade. Mas todos os seus poemas, sem exceção, trazem muito sentimento. Este livro é perfeito para quem não tem medo de mergulhar em emoções.


Livy
sou a Livy, e sou a administradora do No Mundo dos Livros, que surgiu em 2010 pelo amor pela leitura e a escrita. No blog os leitores terão um espaço onde podem encontrar novidades do mundo literário, e também do cinema, séries, HQ's, música e etc.