[Resenha] Seraphina por Rachel Hartman

quarta-feira, 29 de junho de 2016

ISBN: 9788564850286
Série: Shadow Scale, vol. 1
Tradução: Denise de C. Rocha Delela
Ano de Lançamento: 2015
Número de Páginas: 384
Editora: Jangada
Classificação: ♥♥♥♥♥ 
Sinopse: Décadas de paz pouco fizeram para diminuir a desconfiança entre seres humanos e dragões no reino medieval de Goredd. Criaturas extremamente inteligentes que podem assumir a forma humana, os dragões frequentam a corte como embaixadores e usam sua mente racional e matemática em universidades, como estudiosos e professores. No entanto, à medida que o aniversário do Tratado de Paz se aproxima, o clima começa a ficar perigosamente tenso. Seraphina Dombergh, uma garota de 16 anos com grande talento para a música, tem um terrível segredo e razões para temer humanos e dragões. Ela se torna assistente do compositor da corte justo quando um membro da família real é encontrado morto, devido a um ataque muito ao estilo dos dragões, isto é, com a cabeça arrancada a mordidas. Seraphina, com sua inteligência e senso de humor ácido e feroz, passa a colaborar com as investigações, ao lado do capitão da Guarda da Rainha, o sagaz e encantador Príncipe Lucian Kiggs. Enquanto eles começam a encontrar pistas de uma trama sinistra para destruir a paz, a fachada cuidadosamente construída por Seraphina começa a desmoronar, tornando cada vez mais difícil manter seu segredo, cuja revelação seria catastrófica em sua vida. 

Rachel Hartman é uma escritora canadense que vive em Vancouver, apaixonada por música, que estreou na literatura com o livro Seraphina, primeiro da série Shadow Scale. O segundo livro é Sangue de Dragão. Seraphina ganhou o prêmio literário Morris Award, o principal prêmio anual concedido pela American Library Association.

“Eu me lembro do dia em que eu nasci. Na verdade, lembro-me de um período anterior a esse. Não havia luz, mas havia música: articulações rangendo, sangue bombeando, a canção de ninar em staccato do coração, uma rica sinfonia de indigestão. O som me envolvia, eu me sentia segura.” 

Assim inicia-se Seraphina, narrado em primeira pessoa pela ótica de Seraphina Dombergh, garota de 16 anos apaixonada por música, que se torna assistente do compositor da corte imperial no reino medieval de Goredd, no 40º aniversário do tratado firmado entre os dragões e os humanos, quando ocorre o assassinato do príncipe Rufus, encontrado decapitado por um suposto dragão. Isso coloca todo o reino em polvorosa, dando início a uma investigação oficial, no meio da qual vamos encontrar Seraphina que luta para manter-se neutra na crise política que se instaura. Ela tem muito a perder, pois se esconde por detrás de uma máscara. E à medida em que as investigações caminham, ela corre o risco de ver todo o seu mundo ruir, ao mesmo tempo em que o reino de Goredd parece mergulhar num novo conflito entre humanos e dragões.

Para encontrar um pouco de paz, Seraphina costuma visitar o Jardim, um lugar mágico que ela criou só para si, onde a beleza e a tranquilidade a faz manter-se segura das realidades do mundo que a cerca.

“Vocês sabem que os dragões aprenderam a assumir a forma humana? Nós nos transformamos para poder falar com vocês. (…) Foi um dragão ságio, Gólia, ou Gôlimos, como é chamado em Porfira, que descobriu há quase um milênio como efetuar essa mudança.” 

Posso dizer que Rachel Hartman criou um universo único, fantasia medieval, com um toque nostálgico e atemporal. Os personagens são bem desenvolvidos, ricos em alegoria e com profundidade de sentimentos, diálogos inteligentes. cenas e situações bem ilustrativas. Há uma gama enorme de personagens girando ao redor de Seraphina, nossa protagonista. Orma, seu “dragão tutor”, é o meu favorito.

Seraphina trata especificamente de dragões e de música. E todo a trama gira em torno disso. Gostei da forma como a autora tratou os dragões, fazendo-os imitarem o aspecto humano para poder conviver pacificamente com esses. No entanto, a meu ver, a parte da música ficou a desejar, para dizer o mínimo. Achei todo esse enredo, que gira em torno do interesse e envolvimento de Seraphina pela música, tornou a leitura cansativa e enfadonha.

Apesar de ser um romance de fantasia, Seraphina peca justamente pela falta dos elementos que consagraram o gênero, onde a aventura e criaturas míticas de todo tipo, em batalhas épicas, são o que há de melhor, considerando-se que os dragões são o mote principal da trama. Neste quesito, fica a desejar, também, já que o interessante no livro são os dragões.

O livro não traz um mapa geográfico para situar a história, comum nos livros do gênero, mas conta com um “Cast”, no final do livro, com o nome de todos os personagens e um glossário, com definição dos termos utilizados pela autora. O que ajuda bastante para não nos perdermos pela enormidade de personagens e termos por ela utilizado na narrativa. Depois dos agradecimentos finais da autora, há um Capítulo Bônus – A audição, bem interessante.

“Então tinha acabado, e ele ainda segurava minhas mãos entre as dele e dizia: — Em algum romance ou balada porfiriana, ficaríamos juntos.“- pág. 360

Seraphina é um bom livro, para ler despretensiosamente. Apesar do desenvolvimento lento e da falta de muitos elementos que eu amo no gênero, creio que o livro agradará leitores juvenis e adultos, que curtem o gênero fantasia “diferenciado”. O ponto alto do livro é, sem dúvida alguma, os dragões, e nisso Rachel Hartman acertou em cheio!




Livy
sou a Livy, e sou a administradora do No Mundo dos Livros, que surgiu em 2010 pelo amor pela leitura e a escrita. No blog os leitores terão um espaço onde podem encontrar novidades do mundo literário, e também do cinema, séries, HQ's, música e etc.





[Resenha] Carry On por Rainbow Rowell

terça-feira, 28 de junho de 2016
Livro cedido pela editora para resenha
ISBN: 9788542808247
Tradução: Marcia Men
Ano de Lançamento: 2016
Número de Páginas: 480
Editora: Novo Século
Classificação: ♥♥♥
Sinopse: Simon Snow é um bruxo que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Você pode até estar pensando que já conhece uma história parecida. O que você não sabe é que Simon Snow é o pior escolhido que alguém já escolheu. Poderosíssimo, mas desastroso a ponto de não conseguir controlar sequer sua própria varinha, Simon está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo. Carry On é uma história de fantasma, de amor e de mistério. Tem todos os beijos e diálogos que se pode esperar de uma história de Rainbow Rowell, mas com muito, muito mais monstros.

Hoje foi um dia especial: lançamento de Carry On, da Rainbow Rowell! Essa é a história da fanfic de Cath, do livro Fangirl. E, gente... GENTE!!! Eu amei!

Mas aí você me diz: "Livy, não li Fangirl". Calma, pequeno gafanhoto, também não li! Ai você me pergunta: "Mas nunca li nenhum livro da Rainbow. Dá pra ler esse?" Se aquiete. Eu também nunca li. Pode ler que vai entender tudo! O importante é: leia sem medo de ser feliz! Porque este livro é maravilhoso, é fofo, é tudo de bom!

"A Magia nos separa do mundo. Não permitam que nada nos separe uns dos outros." 

Em Carry On, temos um mundo repleto de magia, e conhecemos Simon Snow, um jovem de 18 anos, que frequenta Watford, uma escola para bruxos. Ele é órfão, é um Normal, é atrapalhado e não consegue controlar a própria magia. Mas quando a libera, das formas mais inusitadas, é evidente o grande poder que possui.

Livy
sou a Livy, e sou a administradora do No Mundo dos Livros, que surgiu em 2010 pelo amor pela leitura e a escrita. No blog os leitores terão um espaço onde podem encontrar novidades do mundo literário, e também do cinema, séries, HQ's, música e etc.





Crítica Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos

domingo, 26 de junho de 2016

Sinopse: O mundo pacífico de Azeroth está à beira de uma guerra enquanto sua civilização enfrenta uma raça temível de invasores: guerreiros Orcs fugindo de sua casa moribunda para colonizar um novo lugar. Enquanto um portal se abre para conectar os dois mundos, um exército enfrenta destruição e o outro enfrenta a extinção. De lados opostos, dois heróis são colocados em um caminho de colisão que decidirá o destino de suas famílias, seu povo e seu lar. Então, uma saga espetacular de poder e sacrifício começa, onde a guerra tem muitas faces, e todos lutam por algo. 

Eu ainda não li nenhum livro da saga Warcraft e muito menos joguei o videogame homônimo, mas me apaixonei pelo filme. A qualidade gráfica, os efeitos sonoros e trilha sonora, as cenas de luta, o ritmo quase contínuo de aventura e ação, os cenários medievais e fantásticos, personagens variadíssimos, torna Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos um grande candidato a criar uma tendência no cinema hollywoodiano: os de videogames de RPG que fizeram sucesso nos consoles e que poderão vir a se tornar filmes, como: Diablo, The Elder Schroll's, Fallout, Dragon Ages Origins, Neverwinter Nights, The Witcher, entre outros, citando aqui apenas alguns dos mais conhecidos; principalmente os videogames da Blizzard, produtora de World of Warcraft, Diablo e Starcraft, entre outros. 


O filme Warcraft ficou a cargo do diretor Ducan Jones, filho do popstar David Bowie. Ele foi diretor dos filmes "Lunar" (2009) e "Contra o Tempo" (2011). Ele também assina o roteiro com Chris Metze, gamer designer da Blizzard para os games Diablo, World of Warcraft e Starcraft, e de Charles Leavitt, roteirista do filme "No Coração do Mar", remake do clássico "Mobi Dick". Por aí se vê que a Universal Studios e a Blizzard, esta última detentora dos direitos autorais do videogame World of Warcraft, apostaram alto no time que compõem a parte técnica do filme Warcraft. 

O elenco também não ficou a desejar, com destaque para os atores que interpretam Durotan (Toby Kebbell), Garona (Paula Patton), Medivh (Ben Foster), Aduin Lothar (Travis Fimml), Lady Tara (Ruth Negga), Blackhand (Clancy Brown), Gul'dan (Daniel Wu) e Haddgar (Ben Schnetzer). 

O que me empolgou em Warcraft? Eu poderia dizer TUDO, pois amei o filme. Mas, três coisas me cativaram:

Livy
sou a Livy, e sou a administradora do No Mundo dos Livros, que surgiu em 2010 pelo amor pela leitura e a escrita. No blog os leitores terão um espaço onde podem encontrar novidades do mundo literário, e também do cinema, séries, HQ's, música e etc.





Filme The Girl With All The Gifts (A Menina que Tinha Dons)

sexta-feira, 24 de junho de 2016


Oi, gente! Foi liberado o trailer oficial da adaptação do livro A Menina que Tinha Dons (The Girl With All The Gifts), escrito pelo britânico M. R. Carey, cultuado autor de quadrinhos e roteiros da Marvel e da DC Comics. E eu vim compartilhar com vocês. O livro foi publicado aqui no Brasil pela Editora Rocco, sob o selo editorial Fabrica231

Aclamado pela crítica, o livro se tornou um bestseller imediato na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos ao contar a história de Melanie, uma menina superdotada que faz parte de um grupo de crianças portadoras de um vírus que se espalhou pela Terra e que são a única esperança de reverter os efeitos dessa terrível praga sobre a humanidade. Uma comovente história sobre amor, perda e companheirismo encenada num futuro distópico. 

Eu adoro histórias com zumbis, e esta parece ser muito boa! Tenho muita curiosidade em ler o livro, está na minha wishlist há um tempinho, e só tenho ouvido ótimos comentários sobre ele. Confesso, após esse trailer FODÁSTICO, fiquei com mais vontade de ler. E podem aguardar, vou fazer esta leitura em breve! 

O filme conta com direção por Colm McCarthy, e elenco com Glenn Close (Guardiões da Galáxia), Gemma Arterton (João e Maria: Caçadores de Bruxas) e Sennia Nanua (que interpreta Melanie). 

Com mesmo título do livro, pelo menos lá fora, o filme ainda não tem título nacional. Sua estreia está prevista para Setembro nos cinemas norte-americanos, ainda sem previsão da data de estreia por aqui. Dê o play no trailer e tire suas conclusões!





Livy
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[Resenha] A Fúria e a Aurora por Renée Ahdieh

quinta-feira, 23 de junho de 2016
Livro cedido pela editora para resenha
ISBN: 9788525060358
Série: A Fúria e a Aurora, vol. 1
Tradução: Fabienne Mercês
Ano de Lançamento: 2016
Número de Páginas: 336
Editora: Globo Alt
Classificação: ♥♥♥ 

Sinopse: Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado. Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga. Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto.

Anoiteceu! Sentem-se, pois vou lhes contar uma história... Uma história envolvida em magia, sedução, perigos e muitos mistérios. Que segue por noites perfumadas pelas pétalas de jasmins e rosas, atravessando a madrugada para culminar em uma aurora que traz consigo a morte. Todos os dias. Cada dia a morte de uma jovem.

Uma centena de vidas por aquela que você tirou. Uma vida a cada aurora. Se você falhar uma única vez, eu lhe arrancarei seus sonhos. Vou tirar sua cidade de você. 

Esta é a história de Sherazade, uma bela jovem sagaz e impetuosa, determinada a vingar a morte de sua melhor amiga, Shiva. Seu assassino? O Califa Kalhid Ibn Al-Rashid, rei de Khorasan, um monstro de apenas 18 anos, com uma beleza fria e distante, como você jamais virá igual. A cada dia, o califa se casa com uma jovem, que ao amanhecer encontra sua morte. Toda a cidade se vê sob o poder abominável do jovem governante, sem poder fazer muito além de assistir suas filhas e irmãs encontrarem vil destino. 

Uma brisa agitou as cortinas de voal que revestiam os aposentos. O aroma doce da florada da laranjeira atravessou as molduras talhadas em madeira que davam para a varanda, sussurrando a liberdade que agora estava fora de seu alcance. 

Sherazade, ou Shazi para os íntimos, está determinada a enfrentar esse destino também. Mas ela tem um plano: matar o terrível Khalid. Como ela conseguiria fazer isso? Sobreviver à aurora da morte? Usando de sua inteligência, claro! E de algo mais: sua lábia e sua habilidade de contar histórias. Assim, Shazi se casa com Khalid, e, na noite de núpcias, o enreda em sua melodiosa voz, e começa a contar uma história. Eis que a aurora começa a entrar pelas janelas do suntuoso quarto e... a jovem consegue se manter viva, por mais um dia. Khalid, mesmo contrariado, quer saber o desfecho da história, e permite que Sherazade viva mais um dia para que termine de lhe contar. E quando chega o próximo dia, Shazi consegue outro. O tempo passa, todo o reino fica surpreso: como isso seria possível? Nenhuma outra esposa do califa sobreviveu a um amanhecer sequer! 

Um rosto cortante. Um olhar penetrante.
Ele estendeu a mão para ela.

Sherazade, então, começa a sentir que suas intenções de vingança perdem força. Começa a ver cada vez mais diante de si, um rapaz cheio de mistérios, atormentando por coisas que ela nem imagina. Aquele jovem de olhar atormentado, frio e perturbador, seria o seu verdadeiro algoz? Ela poderia se deixar levar pelo amor que, dia após dia via crescendo entre eles? Parecia absurdo conceber que, diante de seu suposto assassino, ela iria sentir que tinha um futuro. Um futuro que ela começava a querer viver. Será que Sherazade conseguiria a chave para abrir a porta que Khalid tranca tão bem, e entender o que se passa atrás da fachada de assassino?

Há! Pararei a história por aqui. Você terão que esperar até o próximo anoitecer para que eu termine de contá-la! Não? Não querem esperar? Seus angustiados! Tá bom!

A história se desenvolve de uma forma muito instigante, cheia de mistérios envolvendo o passado de Khalid, e motivo das mortes de suas esposas, e uma maldição. Isso mesmo! Adoro histórias com maldições! Em A Fúria e a Aurora, temos esta coisa meio "como alguém poderia se apaixonar por um Monstro", que me fez lembrar de A Bela e a Fera, não pude evitar. Mas, a verdadeira inspiração da autora Renée Ahdieh é a história de 1001 noites. Que traz um clima maravilhoso! Mas foi só uma leve brisa de inspiração mesmo, a autora não chega a desenvolver sua história em cima disso por muito tempo, e dá toda a sua originalidade à sua obra.

Livy
sou a Livy, e sou a administradora do No Mundo dos Livros, que surgiu em 2010 pelo amor pela leitura e a escrita. No blog os leitores terão um espaço onde podem encontrar novidades do mundo literário, e também do cinema, séries, HQ's, música e etc.