Entrevista com Allan Pitz

18 dezembro 2010
Postado por Livy



Allan Pitz, escritor brasileiro, nasceu na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1983. É visto por muitos como um dos jovens escritores mais talentosos do atual panorama brasileiro.

Desde sempre voltado à cultura, ainda que contra inúmeras dificuldades, Allan formou-se ator no SENAC, atuou em mais de dezoito espetáculos, e depois aprendeu direção teatral na prática, dando os primeiros passos como assistente. Com o tempo, absorvido pelos livros e a racionalização da violência ao redor (atestada em oito assaltos violentos sofridos pelas ruas), o ator viu-se preso a uma síndrome do pânico. Exatamente nesta encruzilhada onde a derrota inesperada parecia iminente, o leitor trancafiado deu lugar ao escritor; a síndrome vai-se lentamente; mas o amor literário ficou, e tudo mais fora abandonado em prol dos livros e intensos estudos solitários.
 
Livros publicados:
A Fuga das Amebas Selvagens. Editora Livro Novo
Contos, esquetes, piadas, crônicas, pensamentos. Livro de bolso. (2009)
Visões Comuns de um Porco Esquartejado. Ponto da Cultura Editora Poesias. (2010)
A Morte do Cozinheiro. Above publicações. Romance Ficção. (2010)
Duas Doses e um Bungee Jump. World Art Friends, Corpos Editora – Portugal. Poesias. (2010)

Em um bate-papo com o blog No Mundo dos Livros, Allan nos revela um pouco mais sobre seus trabalhos e sua vida:

1 - Allan, como surgiu o gosto pela leitura e escrita na sua vida?
Bem, Livia, desde muito cedo o meu bisavô me incentivava (obrigava) a ler livros. Mais tarde, a escrita surgiu, enquanto eu trabalhava como ator. Fui sentindo vontade maior de escrever as cenas, não de estar dentro delas. As histórias começaram a tomar frente na minha história. Foi isso.

2 - O que te fez querer ser um escritor?
Não sei bem; acho que preciso contar coisas e escrever. Preciso disso como preciso de chão para pisar. Preciso pensar e escrever. Não preciso de mais nada como base de alicerce para me sentir bem.

3 - Quais conselhos você poderia dar aos escritores iniciantes?
Eu aconselho ter fibra, garra, originalidade, sinceridade com o papel. Quer uma história que seja lembrada pelos leitores? Seja sincero com o papel. E não se venda. Suas histórias são suas, meus amigos. Naveguem na boa imaginação!

4 - A Morte do Cozinheiro teve uma ótima repercussão, você está feliz com o resultado? 
Sim, muito! Foi um risco total, na verdade, mas os leitores acenaram de alguma forma positiva para esse livreto esquisito, e isso melhorou muito a estrutura editorial para os meus próximos livros. Foi um milagre.

5 - Como surgiu a idéia de "matar o cozinheiro"?
Quando precisei matar o ciúme e a passionalidade que a TV jorrava em minha mente todos os dias (risos)! E quando precisei, também, expurgar algumas crises de inconformismo do peito; assim eu criei o Luiz Aurélio, e matei o cozinheiro Lucas. Depois disso fiquei bem leve.

6 - Como foi o processo do livro?
Frenético. Tentei pensar como esse personagem maluco, e escrever o que vinha de dentro dele. Foi uma fluência muito estranha, coisa rara de acontecer comigo. Um processo frenético de poucos dias insanos.


7-  Podemos esperar por mais livros? Sobre o que seriam? Quais novidades nos esperam?
Ah, Livia, eu vivo escrevendo... O próximo será o livro Estação Jugular – Uma Estrada para Van Gogh, que será lançado em março por uma Editora bem legal do cenário brasileiro. Depois disso, eu já tenho outro romance pronto (O Pequeno King) e a trilogia “Pop Filosófica” Monólogos de um Escritor Renitente, que se inicia com o VOL I - A Arte da Invisibilidade.
 Vou deixar aqui o texto de orelha do livro Estação Jugular, para dar um gostinho de futuro:

Estação Jugular – Uma Estrada para Van Gogh
Arme-se de coragem para embarcar rumo ao desconhecido com o narrador da saga desta incrível viagem. Arme-se de coragem para seguir com o condutor misterioso de um ônibus inacessível, cujo destino final é o que menos importa. Parodiando aquela frase: “Na vida o que mais importa não é o destino final, mas a viagem”, abra-se para as possibilidades, para as imagens surreais e tudo o que pode surgir pelo caminho. Desarme-se e aceite que, assim como o viajante do ônibus, assim somos nós perante a vida que nos conduz por caminhos insondáveis.
“A fantasia é o maior barato da humanidade” é a frase-mote, dita por um personagem da trama, que condiz com o espírito com que se deve encarar este livro: embarque na delirante fantasia que é a vida e as motivações humanas, que podem ser de rasas a sublimes.
8 - Fale um pouco sobre seus outros trabalhos.
Caramba, garota... Dois são livros de poesia, um deles foi lançado só em Portugal e o outro nem saiu para o público. O primeiro de bolso (A Fuga das Amebas Selvagens) reúne piadas, contos, textos teatrais, crônicas... Ainda tem o Peixinho Jeans, que se trata de cinco historinhas subconscientes de paz, contra o bullying infantil.

9 - Você está trabalhando em algum projeto no momento?
Estou escrevendo o VOL II da trilogia Monólogos de um Escritor Renitente (Nome provisório: O Maior Segredo de todos os Segredos), e mais um amontoado de poesias para ficar na gaveta.

10 - Onde seus fãs podem lhe encontrar?
No meu blog, no meu e-mail. Podem me adicionar no facebook, no skoob; estou na rede!

11 - Quer deixar algum recado aos leitores do blog, de seus trabalhos e seus fãs  (ou futuros fãs)?
Sim: não escute tudo aquilo que dizem com certa frequência. Tente criar sua própria visão acerca das coisas, não se iluda com a opinião desfocada dos outros. Se você tem um sonho, siga em frente. Não se abata, nem se deite cansado, siga firme e tudo acabará bem! Danem-se os outros, siga em frente, a vitória é sua e está logo ali!
Muito obrigado por lerem esse barbudo chato.

Obrigada você Alan Pitz pela gentileza e ótima entrevista.

Comentários via Facebook

1 Comentários:

  1. Adoro o Allan e amei a morte do Cozinheiro... é um livro que eu recomendo, pois é ótimo!!

    Bjs Allan e Livy parabéns pela entrevista mara!!

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