Resenha: O Código de Atlântida, de Charles Brokaw - Editora Planeta

21 novembro 2012
Postado por Livy









O Código de Atlântida
Charles Brokaw 
ISBN: 9788576658870
Tradutor: Julio de Andrade Filho
495 páginas
R$ 49,90
Editora: Planeta do Brasil
Pontuação: ♥ ♥  
Sinopse: Uma relíquia de 20.000 contém inscrições que parecem estar na perdida linguagem de Atlântida. O único homem capaz de decifrar o seu significado é Thomas Lourds, professor de Harvard e linguista conhecido mundialmente – mas para isso, ele precisa se manter vivo.  Enquanto isso, um terremoto em Cádiz, Espanha, traz à tona ruínas inesperadas. O Vaticano não medirá forças para ser o primeiro a explorá-las e a guardar seus segredos, como fez com os outros segredos da humanidade. Quando menos percebe, o professor Lourds entra em uma corrida mortal contra uma das instituições mais poderosas do mundo para tentar chegar à verdade. Atlântida guarda muito mais do que velhos objetos arqueológicos, estará o mundo pronto para a revelçaão do continente perdido? 

Já de imediato quero salientar que o livro me surpreendeu. Fiquei bem empolgada pela qualidade de escrita de Charles Brokaw, a ponto de aguardar com ansiedade um próximo lançamento do autor aqui no Brasil. Realmente espero que a Editora Planeta não deixe por menos, por favor.

Os que acompanham o meu blog sabem o quanto sou apaixonada por capas de livro. Já enalteci o tema aqui no blog, mostrando uma centena de capas que considero verdadeiras obras de arte. Claro, muitas delas (infelizmente) são chamarizes que visam atrair (ou trair) a nossa atenção e nos convencer a comprar o livro. Isso é fato, considerando-se que a capa é a primeira impressão que temos do livro, além da sinopse. Por isso, entende-se porque as editoras investem tanto em capas, mesmo que o conteúdo do livro não valha tanto assim.

A capa do livro O Código de Atlântida me chamou a atenção não por sua beleza (sinceramente, não é a mais chamativa ou impressionante que eu já vi), mas por sua simplicidade. Assim como o título, a sinopse imediatamente me levou a pensar em O Código Da Vince e ema. As semelhanças parecem inevitáveis. No entanto, penso que só se trata de uma equivocada comparação.

Do meu ponto de vista, Charles Brokaw escreve muitíssimo bem. Aliás, melhor que Dan Brown (certo podem me crucificar). Quem já leu os livros de Dan Brown sabe o quanto ele é massante e repetitivo, contando sempre a mesma história a cada livro, apenas mudando o nome e a roupagem dos personagens. Outros autores seguiram na esteira do autor, após o sucesso estrondoso alcançado pelo O Código Da Vince (graças à confusão causada pela Igreja Católica em atacar o autor e seu romance), uns com mais eloquência, outros de forma muito medíocre. Charles Brokaw, para minha satisfação, consegue ser melhor.

Sua narrativa é limpa e atraente, com profundidade suficiente para nos manter atentos do começo ao fim do livro. Há alguns clichês típicos dos filmes e livros de aventura, obviamente. Mas isso não estraga de forma alguma a leitura e o encadeamento da trama, a qual, apesar de carecer de originalidade, é interessante e agradável.

Como pano de fundo, temos o mistério envolvendo o desaparecimento da enigmática Atlântida e o surgimento de antigas ruinas em Cádiz, na Espanha, que acredita-se apontar para a enigmática cidade desaparecida. Inserido no contexto, temos Thomas Lourds, um professor de Harvard especializado em línguas estrangeiras e ancestrais. Lourds é o típico bom moço, de corpo atlético, bonito, atraente, de mente privilegiada, que acaba se envolvendo numa alucinante aventura arqueológica pelo mundo para decifrar a primeira escrita da humanidade. O homem é apaixonante. Qualquer mulher se interessaria por ele, mas já tendo em vista que o sujeito é casado com seus estudos acadêmidos. Leslie Crane é uma jornalista bonita e ambiciosa que se envolve com Lourds a partir de um documentário que a BBC está patrocinando. E o envolvimento entre eles será marcado não apenas por atração física, mas por uma intensa e empolgante corrida de vida ou morte. Também temos Natasha, uma policial russa linha dura que muitos homens iriam pensar duas vezes antes de passar uma cantada. E Leslie e Natasha são como água e óleo; enquanto que Lourds é o recipiente. Assim, o trio irá provocar alguns momentos engraçados e bem calientes quando, ao mínimo toque, a proximidade entre eles estiver prestes a pegar fogo.

Os vilões são odiosos. Gallardo é um facínora que não tem um pingo de escrúpulos. Ele é um assassino frio, sanguinário, que fará de tudo para reaver as relíquias relacionadas ao Código de Atlântida. De quebra, será uma pedra no sapato de Lourds e seus amigos. Gallardo, apesar de toda a sua crueldade, não é o mentor por trás da caçada aos segredos que as ruínas de Atlântida podem estar ocultando. Murani, cardeal da Igreja, é tão vil e cruel quanto o seu cão perdigueiro, Gallardo. Envolvido com uma seitra secreta no seio obscuro da Igreja, Murani é um sujeito ambicioso e mesquinho, capaz de matar impiedosamente para alcançar seu único objetivo: dominar o mundo através da Igreja. Sebastian é o padre arqueólogo que está à frente das escavações em Cádiz. Suas descobertas das ruínas de Atlântida estão prestes a sofrer uma grande reviravolta quando os códigos misteriosos forem encontrados e reunidos ali. A decifração do código pode abrir uma porta para um mundo místico e de poderoso conhecimento que ficaria melhor longe dos olhares e da dobiça de gente inescrupulosa, como Murani.

E o mais legal de tudo é que a história não se passa apenas numa única localidade. Lourds e seus amigos, perseguidos implacavelmente por Gallardo, atravessam o mundo escapando da morte. Em dois continentes, eles seguem para lugares pitorescos e exóticos, como: Rússia, Ucrânia, Alemanha, Itália, Inglaterra, França, Espanha (todos estes na Europa); Senegal, Egito e Nigéria  (na África).

Dentre os muitos pontos positivos da obra, gostaria de destacar dois negativos que não gostaria de deixar passar em branco. O primeiro é a escolha do nome do protagonistas: Thomas Lourds. O autor trata o personagem pelo sobrenome o tempo todo, e fica difícil não aportuguesá-lo: Lourdes, ou Lurdes. O que fica meio estranho para um homem bonito, viril e inteligente. Mas, isso não é um entrave, obviamente. Basta você ler: Louds, como eu fiz. Rsrsrsrs!

O segundo ponto negativo é o final. Achei que o destino final de Gallardo e Murani ficou a desejar. Eu esperava que eles sofressem mais pelo tanto de maldade que causaram e pela trilha de mortes que deixaram pelo caminho. Também, achei o fim muito simplista. Eu esperava algo extraordinário e grandioso, considerando-se tudo o que li ao longo de mais de 450 páginas, apesar do toque dramático que o autor imprimiu ao desfecho.

Em suma, tirando esses dois aspectos, o livro é uma boa opção para quem está procurando um livro agradável e interessante, com um uma excelente narrativa e personagens em ritmo de aventura. Mais do que um thriller de suspense e mistério, O Código de Atlântida é um livro empolgante de aventura com exploração arqueológica, recheado com muita ação, perseguições, conspiração e romantismo. 

Comentários via Facebook

17 Comentários:

  1. Eu li toda a sua resenha. Ficou excelente. Parabéns!
    Eu até gosto desse tipo de história, gosto do "estilo Dan Brown", como você citou, mas confesso que fico com o pé atrás com o fato de envolver religião nos livros. É como se os autores levassem para o lado pessoal. Me sinto incomodado.
    Gostei da capa também. Nem muito exagerada, mas também nem tão simples assim.
    Um abraço!!

    http://ymaia.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Cara eu já amo os livros de Dan Brown e você ainda fala que o Charles escreve melhor do que o Dan. Vou ficar louca se eu não ler esse livro. kkkkkkkkkkkkkk!
    Amei a resenha, me fez querer muito ler.

    ResponderExcluir
  3. Que máximo... suspense... com mito... e a igreja envolvida... isso tem que ser um mega sinal de ótimo livro. =)
    O unico problema é que achei mt parecido com os livros do Dan Brown, nao que os livros do Dan sejam ruim, pelo contrario, sao mt bons, mas acho que um autor que ter sua propria estoria...
    Mas fiquei bastante curiosa.
    bjim

    ResponderExcluir
  4. Os personagens parecem bem desenvolvidos e interessantes, ;)

    ResponderExcluir
  5. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  6. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  7. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  8. Adorei a sua resenha *-*
    Tbm acho os livros do Dan Brown (pelo menos os que eu li) repetitivos.
    O livro parece ser muito interessante e com uma boa história, já está na minha lista para leitura ;)

    Bjos!

    ResponderExcluir
  9. Mega curiosa pra ler o livro, já tinha lido outras resenhas mas só agora me empolgei a ler esse livro.

    ResponderExcluir
  10. Gostei desse livro, adoro livros que envolve agua ou coisa do genero (ignore isso) estou curiosa pra ler o livro por conta do mistério.

    ResponderExcluir
  11. Não curti muito não , mas pra quem gosta desse genero vale a pena ler

    ResponderExcluir
  12. Atlântida sempre gerou várias teorias,inspira a literatura e o cinema. O mistério envolvendo o desaparecimento da enigmática Atlântida torna o livro mais intrigante,realmente fiquei curiosa para ler.Já li livros do Dan Brown,garantia de que o livro é interessante.

    ResponderExcluir
  13. muito boa a resenha, mas, este é um tipo de livro que não me agrada muito. Mas, caindo na minha mão, eu leio.

    ResponderExcluir
  14. Estou em uma busca de estudar Atlântida, esse foca na civilização ou mais no romance, suspense e tal?

    ResponderExcluir
  15. O livro foca em Atlântida ou mais no romance e mistério?

    ResponderExcluir
  16. Esses livros de segredos sao sensacionalistas. Dan Brown, tal como os Sholes, simplesmente descobriram que muita gente nao conhece a religiao. Fazem questao de simples de reconta-la com umas picadas aqui e ali. Claro que eu, mesmo depois de estudar o Cristianismo com algum nivel de detalhe, achei breathtaking ler o Codigo da Vinci. Mas nada me escandalizou. A historia jamais vence a fe, a esperanca e o amor. Eu nao conheco este livro de Charles Brokaw, mas fiando-me nos comentarios dos que leram, acho que nao foge muito do territorio de Dan Brown. Foi uma coincidencia vir parar nesta pagina interessante porque estou a pesquisar essa interessante historia de Atlantida para umas ideias ainda confusas que vao se formando ca na minha cabecinha, para no futuro produzir um romance sobre Atlantida... a minha maneira! Vou fazer um pedido aqui e vou repetir aos proprietarios da pagina: se alguem poder indicar-me como posso adquirir o livro Alamut escrito por Vladimir Bartol, favor, preciso dele. Obrigado, boa leitura.

    ResponderExcluir

Veja os antigos!

Banner Publicidada – rodapé

Todos os textos, fotos e resenhas publicados são produzidos por e de uso exclusivo de No Mundo dos Livros. Exceto quando alguma matéria se baseia/inspira em alguma fonte, a mesma será sempre citada. Por isso, por favor, não copie nenhuma postagem sem a devida autorização.

Desenvolvimento com por