Confira o primeiro capítulo do livro Sombras do Portal, de Dayene Pires e saiba como comprar!

17 fevereiro 2013
Postado por Livy

Provavelmente você nunca ouviu falar do livro Sombras do Portal. Pois é, o livro, da autora estreiante Dayene Pires, é uma publicação independente, mas tem tudo para fazer sucesso.

A autora entrou em contato comigo e achei muito bacana a iniciativa de Dayene, e também me achei curiosa pela história, que logo de cara tem uma premissa bem chamativa:
A tranquila vida de Ivy McLemore estava com os dias contados a partir do momento em que recebe uma misteriosa caixa lacrada. Ela se vê obrigada a se mudar para a antiga propriedade da família para quem trabalha e sua vida se torna sucessão de estranhos eventos, além do fato de ser perseguida constantemente por um corvo. Quando Ivy acha que nada pode piorar, percebe que está enganada quando um misterioso motoqueiro tatuado surge em sua vida cobrando uma dívida. Desde então tudo vira uma sucessão de desastres, incluindo mortes, perdas e um mundo novo, apresentado a ela por uma irmandade que a reconhece como a peça fundamental de um plano cheio de magia. O bad boy mal encarado, que atende apenas por V estava feliz com sua vida agitada e regada a álcool, mas suspeitou que tudo mudaria quando a ingênua garçonete Ivy surge na cidade. A chegada da moça compromete completamente a ordem das coisas, o fazendo se lembrar do sombrio passado de que ele tanto tenta fugir. Juntos embarcarão numa viagem que mudará suas vidas para sempre.
Bacana né!? A Dayene não publicou o livro através de editora alguma, e vende o seu livro através da Amazon, em formato de e-book através deste link: Sombras do Portal. Ou pode emcontrar o livro no site Clube de Autores, através deste link: Sombras do Portal. (Ambas as edições se encontram na íntegra, com 462 páginas). E você também pode encontar o livro no Skoob, clicando aqui. Abaixo eu lhes apresento o Prefácio e Primeiro Capítulo do livro, e caso se interesse, assim como eu me interessei, vocês podem comprar o livro em e-book (que está bem baratinho) ou impresso, e se divertir. 
Espero em breve postar a resenha aqui no blog, e assim que o fizer, colocarei todos os links novamente para quem se interessar poder adquirí-lo. 

Confira agora o primeiro capitulo de Sombras do Portal ( Obs.: Se gostarem, não deixem de divulgar em suas redes sociais e ajudar a Dayene, que estréia cheia de ideias no mundo de sonhos da literatura. ):


PREFÁCIO
Trezentos anos foi o tempo de reinado do Senhor das Trevas sobre todas as terras de Tanlan, antes de ser dizimado. Geração após geração, o segredo e as habilidades necessárias para afastar o agouro foram se perdendo até que criaturas indignas subissem ao trono, alimentando cada vez menos o senso de lealdade e justiça, pregados pelo primeiro rei. O que os homens não sabem, sejam eles humanos ou não, é que o mal surge como uma fina névoa envolvente, que confunde os sentidos até que não se consiga ver mais nada.
“O mundo conhecido por todas as criaturas irá se desfazer em sombra e poeira, até que não sobre nada além de dor e lamentação”, dizia a profecia feita no dia da ascensão do ano lunar quatro.
Mas ignoraram todos os sinais. Tornaram-se condenados por sua própria negligência.

1 - MUDANÇAS
―Acho que vai chover... Claro que vai, sempre chove na Irlanda.‖, pensou Ivy quando abriu seus olhos nas primeiras horas da manhã. Ficou deitada ouvindo o barulho do vento passando por alguma fresta, parecia assobiar para ela, chamando-a. Lentamente se levantou e calçou as pantufas, olhou pela janela e viu o céu nublado. ―Será um longo dia.‖, pensou depois de um suspiro pesado. As olheiras e as bolsas ao redor de seus olhos cor de mel denunciavam que a noite anterior fora insone. Ela passou as mãos pelos cachos rebeldes de seu cabelo escuro e os prendeu em um coque alto e cheio, depois vestiu seu uniforme. Mais um suspiro de pesar.
—Aí está você! – Simone segurou Ivy pelos ombros.
—Onde é o incêndio?
Ivy percebeu que o rosto pálido e magro de Simone estava mais sério que de costume. Poderia mesmo estar acontecendo algo como um incêndio.
—Madrinha? Aconteceu alguma coisa?
Na verdade, haviam acontecido muitas coisas nos dias anteriores. A matriarca da família Cooper estava morta agora, e fora enterrada no dia anterior. Madeleine havia sido uma mulher reclusa, ficava sempre em seu grandioso quarto no último andar da mansão dos Cooper, isso quando não estava sedada em um quarto da ―clínica de repouso‖. Diziam as más línguas que ela já estava senil há anos, mas Ivy não sabia dizer se isso era verídico ou não, já que a mulher estava sempre trancada. Madeleine jamais dirigia muitas palavras à criadagem. Isso incluía Ivy.
—Eu não sei o que aconteceu, mas estou sentindo algo muito estranho no ar. – Simone respondeu enquanto abaixava a voz e olhava para todos os lados. —Todos os empregados estão sussurrando pelos cantos, a bruxa Clarissa Cooper está maquinando algo...
—Madrinha, não, claro que não. Madeleine faleceu ontem, acha mesmo que a bruxa fará algo logo após a sogra ter ido desta pra uma melhor?
Simone fez cara de desgosto quando voltou a falar.
—Sim Ivy, ela é o tipo de pessoa que faria algo após o falecimento até mesmo de um filho.
As duas se olharam e imediatamente a sensação de apreensão se instalou em suas mentes. Ivy sabia que deveria confiar em Simone, afinal, ela já estava ali há mais tempo que todos os outros empregados. Sabia todos os esquemas daquela família que a adotara.
—Vamos, Clarissa chamou todos os empregados em seu escritório.
Ivy seguia Simone de perto, enquanto se lembrava do enterro no dia anterior, refletindo sobre o fato de como absolutamente ninguém compareceu ao funeral. Nem mesmo os netos de Madeleine.
E enquanto caminhava, ela se lembrava de um único episódio realmente anormal na relação que teve com a senhora. Ocorreu três dias antes de sua morte. Madeleine queria que Ivy fosse vê-la imediatamente, e todo o resto podia esperar, menos seu pedido.
Lá estava Madeleine sentada em sua cadeira de balanço de frente à janela, olhando o céu. Suas bochechas eram rosadas e seu rosto cheio, e parecia estar concentrada em algum raciocínio realmente complexo. Ivy olhou ao redor, notando o quão luxuoso aquele lugar era. A cama era larga demais, os tapetes de tons sóbrios e os papeis de parede requintados.
—Senhora? –Ivy disse hesitante.
—Ivy McLemore... – ela se virou para Ivy, fitando-a de maneira curiosa. –Se tornou uma moça bonita, me faz lembrar sua mãe.
Ivy sabia que sua mãe, Ruth McLemore havia trabalhado para os Cooper por muito tempo, e morreu assim que deu a luz. Essa era uma história sabida por todos. Ivy cresceu como a ―agregada‖, e logo a puseram na cozinha. Anos depois, a governanta, Simone, se apegou a ela e acabou se tonando a madrinha da menina.
—...Mas não foi para reviver o passado que te chamei aqui. Vê essa caixa aí?
Ao lado de Ivy estava uma mesinha redonda com um grande jarro de tulipas, e ao lado, uma caixa de madeira retangular. Era vermelha e talhada com flores e os cantos arredondados. Havia um cadeado de cobre lacrando o objeto. Ivy sentiu o peso da caixa, que não era tão maior que um livro e olhou desconfiada.
—Quando sentir que tudo está perdido, menina, abra essa caixa e seu mundo mudará. Completamente. – disse Madeleine com os olhos brilhantes.
—Perdão senhora, mas...
—É como uma caixa de Pandora.
Ivy ficou olhando a mulher, pensando sobre ela estar realmente louca.
—Não a abra e nunca fale sobre ela com ninguém, entendeu? Ninguém.
—Sim senhora. – os olhos dela eram de pura dúvida e espanto.
—Muito bem, agora saia do meu quarto!
No quarto de Ivy havia um velho baú de madeira e foi lá que ela jogou a caixa inútil. Não se preocupou em imaginar o que tinha dentro, pelo peso era evidente que estava vazia e que Madeleine estava tirando uma com a cara dela.
—E lá vamos nós! – Simone disse ao parar diante da porta do escritório da senhora da casa, tirando Ivy de suas lembranças.
Ela apenas levantou as sobrancelhas.
Os olhos de Ivy pousaram sobre Clarissa que estava sentada em sua poltrona de couro, com um cálice de licor entre os dedos. A mulher era magra, esguia, reflexos de seu passado, quando trabalhara como modelo. Ivy adorava seus lindos cabelos cor de areia que desciam retos até os ombros. Seus olhos eram azuis como cristais, e sua pele lisa e marmorizada. Às vezes, Ivy sentia uma ponta de inveja de sua aparência.
—Muito bem, chamei a todos para um comunicado. – disse Clarissa cruzando as pernas.
Os empregados se olharam tensos. Todos sabiam que a fria Clarissa raramente lhes dirigia a palavra desta maneira.
—Minha adorada sogra se foi, e não é segredo pra ninguém que eu só vivia nesta casa por causa dela. Como sabem, estava doente e precisava ficar perto de um hospital, mas agora não tenho mais este impedimento para me mudar para minha querida Green Valley...
Green Valley era o nome da casa de campo que pertencia aos Cooper. Eles costumavam passar as férias por lá. Ivy jamais pisara os pés naquela casa, mas fantasiava sobre como ela era de fato. Não era segredo entre os empregados o fato de Clarissa querer de qualquer forma aquela casa. Green Valley pertencera ao esposo de Madeleine, depois passou para Martin – o falecido marido de Clarissa. Mas agora não havia mais nenhum empecilho para que ela tomasse posse total da propriedade.
—Estou me mudando para Green Valley na semana que vem, e com exceção de Ana e Simone, todos os outros empregados estão dispensados definitivamente.
Houve um muxoxo na sala, olhos espantados se encontrando, rostos avermelhados, expressões carregadas. Ivy teve de se apoiar na parede para não despencar. Todos estavam na rua. ―Ah, meu Deus! Eu também estou na rua?‖ pensou apavorada. E como que lendo seus pensamentos, Clarissa se voltou para ela:
—A agregada permanece. Todos os outros, podem se retirar. Recolham suas coisas o quanto antes. Meus advogados entrarão em contato.
Ivy nunca tinha pensado em viver e trabalhar em outro lugar, a vida toda esteve ali em Dublin, mas agora a possibilidade era clara e palpável. Teria de deixar tudo para trás, não que tivesse muita coisa, mas havia os amigos. E também havia a faculdade, que ela tinha tanto lutado para conseguir ingressar...
—Mas senhora, e a minha faculdade? – Ivy se arriscou a perguntar.
Clarissa lhe lançou seu olhar gélido quando respondeu:
—Isso não é da minha conta. Se não estiver satisfeita com sua sorte, faça como todos os outros e vá com eles... para o olho da rua. Além do mais, não se precisa ir à faculdade para se aprender a cozinhar, não é mesmo?!
O rosto de Ivy se tornou vermelho, num misto de raiva e vergonha. Todos olhavam fixamente para ela, com suas caras derrotadas pela demissão.
—Bruxa dos infernos! – Ivy explodiu no momento em que conseguiu chegar à cozinha.
—Minha nossa! – dizia Ana andando de um lado para outro na cozinha – Minha nossa! Como a senhora Clarissa pode fazer uma coisa dessas? Madeleine nem esfriou no túmulo e ela já está passando pela vontade de todos!
Ivy olhou para os olhos verdes de Ana, sentindo a ira tomar conta de si, desejando que Clarissa entrasse em combustão espontânea e queimasse até virar cinzas.
—Ainda bem que ela nos poupou menina. – ela disse enquanto agarrava Ivy pelos ombros e a trazia para junto de si num abraço longo.
—Não me poupou... Terei de abandonar tudo que conheço.
Ivy não era ingênua ao ponto de achar que poderia ficar em Dublin por conta própria. Na casa dos Cooper ela tinha um salário como empregada, comida e um teto. Tinha muitos sonhos, mas não poderia realizar nenhum deles abandonando o único emprego que conhecera. E a faculdade também demandava uma quantia que ela não conseguiria tão facilmente.
—Talvez a calefação de lá seja melhor que a daqui. –Ivy disse forçando um sorriso, tentando não chorar.
—Então, você vai conosco para Green Valley? – Simone perguntou com os olhos sombrios.
—Todo mundo sabe que eu não consigo me manter em Dublin sozinha. – ela ergueu a cabeça e disse: —Nunca vou me deixar abalar pelos Cooper!
Ivy pensava sobre isso quando se virou para a porta e deu de cara com um lindo homem alto. Ele sorria como um galã de novela, o cabelo louro claro estava cortado baixo e os olhos azuis cintilavam em sua direção. Ela ficou paralisada, como uma das estátuas do jardim.
—Kevin? Kevin Cooper? – O coração de Ivy disparou, suas mãos ficaram trêmulas e suando frio.
Ele era o filho mais velho de Clarissa. O único Cooper que conseguia despertar nela os melhores sentimentos. Os dois costumavam passar muito tempo juntos quando eram crianças, cresceram juntos. Mas a condição social os separava. Enquanto Ivy frequentava escolas normais, Kevin e sua irmã mais nova desfrutavam dos melhores colégios da Irlanda, aprendendo várias línguas, até que o destino os separou. Kevin e sua irmã Martina foram para Londres e Ivy ficou como a cozinheira. Onde aprendeu ser seu lugar.
—Quem mais você achou que fosse?! Venha aqui e me dê um abraço. – ele sorriu mais ainda.
A surpresa de vê-lo fez com que Ivy até se esquecesse por completo o que ocorrera minutos antes. Correu para ele. Respirou seu perfume, tentando gravar o máximo de informações sobre aquele momento. Ela sentia seu corpo mole, estava atônita! Ele passou a mão pelos cachos de Ivy, sorrindo, fazendo com que ela se sentisse inteiramente acolhida.
—Como você ficou linda! – ele disse em seu ouvido, provocando leves arrepios. –Como cresceu.
Ela se afastou dele e deu uma olha de alto a baixo.
—Meu Deus! Como você está alto e forte! –Ivy disse enquanto dava um soquinho no ombro dele.
—Ah, olá Simone, Ana. – ele cumprimentou as duas que estavam paradas, apenas observando com desaprovação.
—Ninguém me disse que você estava voltando de Londres! – Ivy sorriu, mas olhou acusatoriamente para a madrinha.
Simone deixou que um longo suspiro saísse de si. Sabia que toda a vida Ivy fora apaixonada por Kevin, e que culpa a menina tinha? Os Cooper tinham a fama de serem belos demais, encantadores demais. Ninguém estava imune ao brilho daqueles olhos.
Embora parecesse, Simone não sabia muito sobre a história da família que servia. Apenas sabia que Martin morrera assassinado, e que jamais acharam o seu executor, e que a mãe de Ivy fora acolhida por Madeleine.
—Venha Ana, temos coisas a fazer. – Simone disse enquanto saia da cozinha.
Kevin ficou no batente da porta, apenas observando. Achou tão graciosa a forma como a cintura dela se curvava e como as pernas pareciam perfeitas quando olhadas de onde estava.
—Sabe, não imaginei que você estivesse tão diferente...
—I-isso é bom?
—É que eu ainda te imaginava uma menina baixinha e enjoada, mas só continua baixinha mesmo...
—Eu não sou baixinha, você é que sempre foi alto demais.
Ele sorriu. O sorriso mais lindo que ela já vira naquele rosto anguloso.
—Green Valley deve estar fantástica nesta época! –ele disse se lembrando do lugar. –Aposto que você vai adorar.
—Se você gosta, aposto que gostarei também. –Ivy disse sem pensar, depois se sentiu idiota pelo comentário desnecessário.


Era tudo tão verde e lindo no condado de Kildare, que Ivy quase se sentia eufórica por ter deixado Dublin. A estrada era sinuosa e acompanhava as montanhas, ao longo dos pastos e das plantações. O céu estava claro, com poucas nuvens e o sol brilhava como boas vindas. A cidade era encantadora, com casinhas de pedra rodeando a praça central, vários pubs, gente por toda a parte, feiras... Era melhor do que Ivy havia imaginado e ela se descobriu adorando aquele lugar bucólico. Era lindo!
Green Valley ficava afastada da cidade, tudo para manter sua beleza longe de olhos enxeridos. Assim que os portões se abriram, Ivy entendeu o fascínio de Clarissa com aquele lugar. Green Valley era no mínimo magnifica. Os portões de ferro negro eram sustentados por muros de pedra, havia jardins com várias flores dos dois lados do caminho que levavam a casa. Diante da entrada principal havia um enorme chafariz com estátuas nuas derramando água para todos os lados.
A casa se erguia majestosa diante deles. Suas paredes eram revestidas com pedras cinza claro, o telhado de telha laranja. Na frente havia quatro pilastras romanas, após a escadaria. A porta de entrada era tripla, revestida de vitrais, e de cada lado mais duas janelas de vidro que ocupavam toda a vertical da parede. No segundo andar havia um pequeno terraço sobre as colunas romanas, outra porta de vidro e mais duas janelas de cada lado, seguindo o padrão do primeiro pavimento. O terceiro andar possuía uma espécie de solar, um enorme terraço e parapeitos balaustrados. Havia muito verde ao redor do lugar, os pássaros cantavam, como que saudado os novos moradores daquele palacete.
Ivy nunca estivera em um lugar tão grande e bonito como aquele. Achava que nunca tinha visto nada tão lindo, mas estava enganada. Quando as portas de Green Valley se abriram, sentiu um arrepio percorrer suas costas, mas ignorou, afinal, havia um palácio diante dela. O hall de entrada era ovalado com paredes de gesso. Do teto pendia um lustre quase do tamanho do cômodo. O chão era forrado com tapeçarias trabalhadas, nas paredes, papel de parede com padrões florais. Mais a frente ficava a grande escada com corrimão dourado, forrada com tapete vermelho. Do lado esquerdo se via um arco que levava a sala de estar, escritório, alguns quartos e mais dependências menos importantes. Do lado direito ficava a sala de jantar, a cozinha, lavanderia e as dependências dos empregados. Até a cozinha era luxuosa com fogão e geladeiras em aço escovado, bancadas de mármore, vários armários, uma despensa tão grande quanto seu último quarto.
—Meu Deus! Que casa é esta? Com toda certeza, a calefação deve ser muito melhor. – disse Ivy sorrindo para Simone.
Passos na escada principal chamou a atenção das duas. Era Kevin. Ele sorriu ao vê-las e deu um abraço demorado em Ivy.
Martina estava ao lado dele. Estava agora tão alta quanto o irmão, magra como uma modelo. Era bela. Seu cabelo curtíssimo caía irregular sobre a testa, sem cobrir as sobrancelhas. Ivy concluiu logo que o tempo que passara sem vê-la só ajudou a torna-la mais linda, mas logo se lembrou da inveja que às vezes sentia de toda aquela beleza. Martina apenas franziu o nariz para ela, como se estivesse sentindo algum odor desagradável.
—Eu tenho uma surpresa para você. –ele disse puxando Ivy escada acima.
—Aonde vamos?
O corredor de cima seguia o mesmo padrão do andar de baixo, mas ali se encontravam os quartos. As paredes tinham a cor suave, com quadros requintados e pesadas cortinas de veludo vermelho.
—Seu novo quarto. –Kevin disse abrindo a porta e a empurrando de leve para que ela entrasse. —Eu mesmo escolhi.
Ivy deu um passo vacilante para dentro, depois seu rosto se iluminou. A única coisa que ela focava era a enorme janela que ficava voltada para o pomar colorido, e mais adiante algumas colinas.
—Sei que gosta das flores, daqui dá pra ver a maioria delas.
Ela se virou para olhar melhor o lugar. Era amplo, muito mais do que ela estava acostumada. A cama era de casal com a colcha combinando com o papel de parede. Havia um enorme guarda roupas laqueado num canto, uma cômoda do outro lado e criados ao lado da cama.
—Mas Kevin... Não posso ficar aqui. As dependências dos empregados são lá embaixo e sua mãe pode não...
—Ivy, eu mesmo garanti que este quarto seria seu. Vê, as paredes são até esverdeadas como você gosta. Minha mãe só estava preocupada em ocupar o melhor e maior quarto da casa. Vem, vou te ajudar a desfazer as malas.
—Kevin... – a voz melodiosa de Martina interrompeu a gargalhada que os dois estavam dando.
Martina estava parada na porta, petrificada, e os olhos dela alternavam entre Kevin e Ivy, era evidente que ela desaprovava o relacionamento de seu irmão. O olhar gélido fez Ivy se lembrar das humilhações proporcionadas por Martina na sua adolescência. Ela era cruel, e sabia disso. Era incrível como Martina sabia o ponto exato onde tocar para deixar Ivy indefesa e ridicularizada.
—Mamãe deseja estar com você. –ela disse se virando e tomando o caminho de volta.
—O que será que a senhora Cooper deseja desta vez? –perguntou Kevin lançando a Ivy uma piscadela zombeteira.
As flores deixadas por Kevin sobre a cômoda fizeram Ivy suspirar, talvez estivesse se apaixonando por ele. Outra vez.


—Sabe que eu acho que você deveria ter ficado em Dublin e ter continuado na universidade, não é? – Simone disse a Ivy.
—Sim, sei disso, mas deixar Green Valley só para você, dona Simone? Não mesmo! –ela riu, depois ficou séria e disse: —Não poderia te deixar sozinha, e além do mais, viver em Dublin seria caro demais pra mim. Tenho apenas 21 anos, sou jovem, ainda posso esperar mais um pouco.
—Ivy. – a voz de Clarissa vinda da porta fez o sangue de Ivy gelar. —Amanhã bem cedo quero que faça uma torta e mande alguém leva-la à mansão dos O‘Brien junto com isto. – ela colocou sobre a mesa um envelope lacrado com o símbolo dos Cooper.
Simone e Ivy pegaram ao mesmo tempo o envelope deixado em cima da mesa quando Clarissa deu as costas.
—Hum, parece um convite... –disse Simone colocando o envelope contra a luz. —O que será que ela vai aprontar?


O dia tinha amanhecido claro demais, como se alguém tivesse deixado muitas lâmpadas acesas no céu, o que deixou Ivy animada enquanto pedalava a bicicleta de Ana rumo a mansão dos O‘Brien, levando a torta que Clarissa mandara. Ela sorria enquanto se lembrava de mais um encontro que tivera na cozinha com Kevin:
—Meus Deus, quando eu voltar para Londres, estarei tão gordo quanto o tio Freddy. –ele disse apontando para a torta recém feita.
—Nem se anime, esta torta já tem um dono e um destino.
—E quem será a feliz boca que terá o prazer de devorá-la?
—Ela já está de partida para a casa dos O‘Brien.
Kevin ficou parado como se lembrasse de algo, o nome lhe era familiar, mas ele não conseguiu se lembrar onde o ouvira. Ivy se voltou para o fogão e ele pôde ver um cacho de cabelo caindo contra a pele de sua nuca.
—Ivy... –ele disse baixinho.
—Sim?
—Se lembra do nosso primeiro beijo?
Ela se congelou no lugar, sentindo um arrepio passar por suas costas. Sua mente vagou automaticamente para o passado, se lembrando do beijo tímido de anos atrás.
—Sim, claro que me lembro.
—Eu não consigo me lembrar com tanta clareza... – ele disse enquanto Ivy se virava para ele. Se aproximou dela, colocou as duas mãos em torno de seus ombros e a olhou dentro dos olhos.
—Desde que voltei, só penso nisso.
―Droga! Por que não arrumei o cabelo?‖ pensava Ivy enquanto tentava esconder o ardor de suas bochechas. Kevin passou a mão por um cacho teimoso de seu cabelo, depois se aproximou lentamente até que pousou seus lábios macios nos de Ivy. Ele a envolveu pela cintura e a trouxe para mais perto de si, aumentando o ritmo do beijo que ela correspondia deliciosamente bem. Assim que se afastaram, estavam os dois ofegantes.
Os pensamentos de Ivy se detiveram quando percebeu que estava freando na entrada da propriedade dos O‘Brien. Ao se aproximar, notou que a casa não perdia em nada para Green Valley, era tão bela e majestosa quanto. Não possuía o chafariz na entrada, mas a estrutura era semelhante. Ivy tocou a campainha na grande porta de carvalho. Momentos depois a porta se abriu e uma mulher de meia idade olhou para ela.
—Bom dia. Vim para entregar uma encomenda para o senhor O‘Brien...
—Entre e aguarde um momento, por favor.
O interior era banhado em luxo, tal como Green Valley, talvez tivessem sido decoradas pela mesma pessoa. Mais adiante ficava a sala de estar, e Ivy não pôde deixar de olhar. Sobre o console da lareira havia um enorme quadro que retratava três homens ruivos de olhos verdes. Não três homens, se corrigiu Ivy. Um senhor com bochechas rosadas e bigodes fartos, um homem de meia idade de rosto anguloso e olhar penetrante e um garoto de rosto divertido. Os olhos e os cabelos eram os mesmos. ―Avô, pai e filho‖ pensou Ivy.
—Em que posso ajudar? – era a voz grossa de um homem rechonchudo que vinha das costas de Ivy. Ela se assustou, não sabia como ele tinha chegado ali sem fazer nenhum ruído.
Ao se virar, notou que era o ―avô‖ retratado no quadro, com alguns cabelos brancos, mas era definitivamente ele.
—Sou Ivy McLemore, venho a mando da senhora de Green Valley, Clarissa Cooper para lhe trazer isto, e isto. – ela disse sorrindo ao entregar o envelope e lhe mostrar a torta.
Os olhos do senhor se iluminaram ao ver a calda descendo sinuosa pela torta.
—Seja bem vinda querida Ivy. Sou Vincent O‘Brien.
—Engraçado, o senhor tem o mesmo nome de Vincent O‘Brien das famosas cervejas...
—O mesmo nome e os mesmos problemas de produção... – ele disse rindo. —O Vincent das cervejas e eu somos a mesma pessoa, minha cara.
Ivy arregalou os olhos. Estava na casa do poderoso Vincent, o dono de uma das marcas mais famosas de toda a Irlanda!
—Mas não se preocupe. Pode me chamar só de Vincent. Vejamos o que sua senhora me escreveu neste adorável cartão.
Vincent leu atentamente as palavras de Clarissa, depois pousou o papel sobre a mesa e sorriu para Ivy.
—Sua senhora me convidou para um jantar. Mas apesar de ser um senhor recluso, aceitarei seu delicado convite.
Assim que Ivy ia se dirigindo a porta para voltar a Green Valley, a voz de Vincent a deteve.
—Dê os meus parabéns ao seu confeiteiro, pela torta. –ele disse com os olhos de esmeralda reluzindo.
—Ah, fico lisonjeada com o elogio. –disse Ivy sorrindo. –Digamos que eu e a confeiteira temos os mesmos problemas de produção.
Vincent devolveu um sorriso maior ainda ao compreender que Ivy era a confeiteira.


Sempre que Ivy colocava os pés nas terras de Green Valley, os pelos de sua nuca se arrepiavam. O lugar possuía alguma coisa estranha, apesar da beleza, havia algo assustador ali, algo que a cercava. Ivy percebeu que detestava ficar sozinha naquele lugar.
—Onde esteve a manhã toda? – perguntou Kevin assim que a viu entrando.
—Fui levar a torta e o convite de sua mãe para o senhor O‘Brien...
Ele a puxou pelo braço e a trouxe para bem perto de si. Fitou os olhos cor de mel de Ivy, acariciando suas bochechas enquanto via sua pele ficar corada.
—Minha mãe foi até a cidade com Martina, sabe o que isso significa?
Ivy franziu o cenho e ficou esperando a resposta de Kevin, estava atordoada demais com sua proximidade para pensar em algo.
—Significa que você e eu vamos poder passar um tempo a sós. –ele disse enquanto deixava um beijo em sua mão.
Sem dizer uma só palavra ele se aproximou e beijou lentamente os lábios dela. Segurando-a pela nuca, trazendo-a para mais perto de si, fazendo sua consciência quase se esvair. Ela abriu os olhos – enquanto tentava formular pensamentos concretos debaixo de tantos beijos – e viu uma ave negra pousada do lado de fora da janela. Definitivamente não era dali, isso fez seu corpo estremecer, esquecendo completamente a boca de Kevin que descia cada vez mais para seu decote.
—É melhor... pararmos.
—Parar? –ele a olhou com desânimo. —Adoro estar com você, Ivy. Nunca se esqueça disso.


Ivy se escondeu embaixo do edredom quando Simone abriu as cortinas de seu quarto, a obrigando a se levantar.
—Ivy, o que deu em você? Já deveria estar de pé!
—Hoje é sábado! Posso dormir um pouco mais.
—Sua senhoria Clarissa Cooper lhe deu ordens... Deixou uma lista de comidas que devem ser feitas para hoje à noite, vá à cidade e compre tudo.
—Hoje à noite? O que tem de especial? – ela chiou.
Simone puxou seu edredom, fazendo Ivy finalmente se levantar. Ela bufou como um cãozinho raivoso e entrou no banheiro.
—Hoje receberemos Vincent O‘Brien. Ou você esqueceu isso?
Ivy deu um tapa na própria testa ao se lembrar que havia esquecido do jantar de Vincent. Sentiu-se mal, afinal, ele havia sido tão amável com ela.


Ivy empurrava a bicicleta com a cestinha cheia de verduras frescas pela praça central, admirando as construções, quando passou diante de um pub. E notou na calçada uma mulher de pele negra, longos cabelos com rastafári e olhos amendoados, linda. Os olhos das duas se encontraram. Ivy se sentiu envergonhada por estar bisbilhotando. A mulher foi até a vitrine e colou um papel que dizia: ―precisa-se de garçonete‖.
Ivy continuou empurrando a bicicleta rumo à barraca de frutas que ficava logo mais à frente. Um barulho a assustou, então ela viu vários motoqueiros estacionando diante do pub que acabara de passar. Eles foram entrando um a um no lugar. Ivy achou que era cedo demais para beber.
Ivy se apoiou na bicicleta e conferiu mais uma vez sua lista de compras. Observava as pessoas na rua, principalmente o grupo de motoqueiros que havia saído do pub e estava na calçada rindo de alguma coisa. Ivy sentiu calafrios de medo. Não que nunca tivesse visto um grupo daqueles, mas eles todos tinham cara de maus, inclusive algumas pessoas mudavam de calçada só pra não terem de passar perto deles.
Ivy abriu a boca de espanto quando outro motoqueiro acelerou em direção a eles. Mas não se moveram, apenas começaram a rir mais ainda. Ele tirou o capacete ao descer da moto, revelando cabelos prateados, bagunçados para todos os lados. Ivy achou que jamais vira alguém tão inusitado, mas quando ele tirou a jaqueta de couro, ela teve certeza. Os dois braços eram fortes e completamente cobertos por tatuagens, do ombro ao punho. Definitivamente não era o tipo de pessoa que se via todo dia. O motoqueiro cumprimentou os outros e depois veio em direção a Ivy, com passos largos e firmes, despreocupado com os olhares assustados ao seu redor. Passou ao seu lado, deixando um cheiro amadeirado no ar e foi até a barraquinha de sorvete. Ela não conseguia parar de olhar, porque secretamente o achou lindo.
—Sundae de morango. –ele disse sorrindo para o vendedor que o olhava amedrontado. A voz era firme, melodiosa. Mas havia algo mais em seu timbre, algo mau.
Ivy logo notou que a população tinha certo medo daquele grupo, por isso fez uma nota mental para se manter sempre distante, começando por agora. Olhar o cara de cabelo branco te dava frio na barriga.
—Te achei! – Kevin a segurou pelos ombros, rindo do susto que causara. Depois lhe deu um longo beijo. —Que tal uma carona de carro para Green Valley?
Quando Ivy se voltou para pegar a bicicleta, viu de relance que o cara de cabelo branco estava observando a cena, seus olhos verdes pousados nela com mais intensidade que o normal. Ela o encarou por um segundo.


A movimentação da casa estava num fluxo maior que o habitual, e Ivy se sentia cansada, seus pés já estavam inchados de tanto ficar de pé. Havia preparado todo o jantar e ainda se dispusera a ajudar as outras funcionárias.
Clarissa havia feito Ana colocar a mesa várias vezes, para ter certeza de que tudo estaria impecável quando O‘Brien chegasse. Ensaiou suas empregadas e as fez usar o ―uniforme de gala‖, Ivy o achava ridículo, mas era nessas ocasiões que ela podia usar a roupa branca de chef. Ivy ajeitou o cabelo mais uma vez enquanto olhava seu reflexo numa frigideira. Não estava preocupada em estar bonita ou não, se preocupava se seu cabelo estava devidamente domado. Sempre achava que seu cabelo era difícil demais. Às vezes desejava um como o de Martina.
Um burburinho chamou a atenção dela, logo soube que Vincent O‘Brien estava em Green Valley. Todas as empregadas ficaram com os ouvidos colados na parede para tentar ouvir o que se passava na sala de jantar.
—Ouvi dizer que ele é o dono daquela cervejaria, isso é verdade? – perguntou uma empregada baixinha que Ivy sempre esquecia o nome.
A outra respondeu que sim e logo começou a narrar sobre a fortuna do homem.
—Mas essa Clarissa não perde tempo! – disse outra empre-gada enquanto entrava na cozinha para pegar o prato principal. —Acreditam que ela já está tentando empurrar Martina para cima do neto do homem?
Ivy se lembrou do retrato na casa de Vincent O‘Brien, imaginou quantos anos aquele garotinho deveria ter hoje... A julgar a partir de Vincent – que não parecia ter envelhecido desde o quadro –, o garoto deveria ter uns dezoito anos. Mas em se tratando de Clarissa, empurraria com gosto sua filha de vinte e um anos para um rapaz de doze anos. Desde que ele fosse o herdeiro da cerveja, é claro.
—E ela mandou que você servisse a sobremesa. –disse a empregada apontando para Ivy enquanto saía da cozinha.
O‘Brien estava sorridente ao lado de Clarissa enquanto conversavam. Ivy entrou tímida na sala de jantar, com uma travessa de apfel strudel. Olhou de relance para Kevin que a olhava com incentivo. E depois para Martina, que a ignorou.
—Ah, aí está você, menina! – disse O‘Brien sorridente. —Sente-se e coma conosco a sobremesa, tenho certeza que está deliciosa!
Ivy sentiu o pânico tomar conta de si ao olhar para Clarissa, depois para Martina, que não aprovaram.
—Temo ter que recusar o convite. Estou de serviço. – ela disse sorridente enquanto servia bolas de sorvete de creme sobre a torta fumegante.
Vincent O‘Brien fez uma expressão triste. A situação tinha se tornado desconfortável para todos. Ivy se retirou o mais rápido que pode da sala de jantar e correu para a cozinha, para longe do olhar de Clarissa.
Alguns muitos minutos mais tarde, quando todas as empregadas terminavam a limpeza da cozinha, Kevin surgiu na parta e sorriu para Ivy.
—Delicioso jantar. E foi divertido, jurei que minha mãe ia explodir quando o O‘Brien te chamou pra sentar. Minha mãe nunca permite que um empregado...
A frase de Kevin morreu em sua garganta quando Ivy o fitou. Ela sabia de sua condição, não precisava que alguém a lembrasse todo o tempo. Ele a puxou para junto de si e lhe deu um longo abraço.
—Sabe que eu não disse por mal, não é?
—Esqueça. Realmente esse assunto não me agrada. – ela se desvencilhou de seus braços.


Ivy achava sempre que havia algo a mais naquele lugar, e não eram somente as colinas, as flores e o pomar. Ela sentia que havia algo. Sempre sentia um estranho calafrio, como se alguém estivesse à espreita. A ave negra tinha aparecido duas vezes, em tempo espaçado, mas ainda assim ela estava ansiosa com isso. Havia passado um mês desde que chegara, mas mesmo assim ela continuava esperando que algo acontecesse...
—Encomendei umas mercadorias e elas chegaram à Dublin. Mande alguém até lá para que as busque. – disse Clarissa sem tirar os olhos do seu jornal.
Ivy continuou parada diante dela, olhando o delicado tecido de sua blusa azul combinando com os olhos.
—Mas senhora... – ―com quem devo pegar, onde encontra-las?‖ Ivy se perguntou.
—Você é retardada? Não entendeu o que eu disse? Mande alguém até a casa de Dublin para trazer a encomenda!
Ivy fechou a porta do quarto de Clarissa antes que ela arremessasse algo nela, a mulher estava gritando. Ela desceu o mais rápido que pôde para tentar encontrar o motorista e levar a ele o recado. Mas, o homem não estava em parte alguma, e ela só tinha uma alternativa: ir ela mesma. Não que dirigir fosse um problema...
O carro dos empregados era um modelo não tão novo, e Ivy percebeu que teria certas dificuldades com ele. Os retrovisores eram difíceis de ajustar e o som chiava demais. Estava numa luta ferrenha contra o limpador – que ligou por vontade própria – quando viu um vulto a sua frente e freou de uma só vez. Assustada.
O coração de Ivy chegou até a boca, pelo menos foi assim que ela sentiu quando viu quem estava diante do carro. O motoqueiro de cabelo branco a fitava pela viseira do capacete. O olhar era frio e cortante como uma estaca de gelo, e, dois segundos depois ele acelerou e desapareceu como um raio.
―Meu Deus! Quase o atropelei!‖, ela pensou enquanto sentia todo o seu corpo formigar pela descarga de adrenalina. Ela passou o resto da viagem se perguntando o que ele faria se o carro tivesse tocado naquela moto...

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7 Comentários:

  1. só a sinopse dele já é super atrativa!
    verdade, ainda não conhecia este livro, mas parece ser muito bom! acho que já ouvi falar nesta autora, não me recordo direito...

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  2. Livro incrível! A autora leva a gente para outro mundo com uma escrita envolvente e personagens encantadores.

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  3. A estoria é realmente muito intrigante, adorei o livro.

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  4. Que incrivel!
    *-*
    Quero já! kkkkk
    Gostei mt do livro, a capa dele nao me chamou mt atenção, e pra falar a verdade pensei que nem fosse gostar mais ele deixa a gente querendo saber mais, querendo saber o resto, e é exatamente isso que torna um livro bom.
    bjim

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  5. Incrível, não há palavras para definir a história. Estou louca pela continuação. Desejo muito sucesso para a autora, só fica a dica para capas melhores.

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