[Resenha] O Assassino Relutante, de Eoin Colfer

10 dezembro 2014
Postado por Livy

Livro cedido pela editora
ISBN:  9788501047663
Série: P.R.A.T.A., vol. 1
Tradução: Ivanir Calado
Ano: 2014
Páginas: 352
Editora:  Galera Record
Classificação:  ♥♥♥♥
Chevie, 16 anos, era agente mirim do FBI até esse programa sair um pouco do controle. Trabalhando agora para Programa de RelocAção de Testemunhas Anônimas, enquanto a poeira do seu fracasso abaixa, ela acha que tudo o que precisa fazer é ficar de olho o dia todo numa máquina do tempo esquisita. Mas tédio é o que menos ela consegue quando, junto ao infeliz Riley, precisa fugir de um assassino em série da era vitoriana que os persegue através das épocas.

Apesar dos ótimos comentários a cerca do autor, eu não havia lido nada de Eoin Colfer até hoje. Apesar de já ter conhecimento de seus livros publicados através da Galera Record (autor de Artemis Fowl) nunca realmente me interessei por eles.  Então eu resolvi ler O Assassino Relutantei, pois o assunto viagem no tempo sempre me interessa e se for bem escrito e tiver uma ideia bacana, me agrada ainda mais. E este é o caso deste excelente livro, pois além do tema central tem muita aventura, perseguições, reviravoltas, e muita ação. E olha, quando a aventura começa não para mais! E justamente por isso nossos dois jovens personagens centrais, Chevie e Riley, não conseguem muitos momentos para descansar, na verdade foi dificil até para mim deixar o próximo capítulo para depois, de tão frenético o desenvolvimento da trama. Em algumas páginas tive que me forçar a fazer uma paradinha e recuperar o fôlego.

A jovem Chevie Savano, órfã de 17 anos, é quase uma agente do FBI, mas está sendo punida por uma malfadada missão na qual comprometeu a agência, perante a midia. Portanto foi mandada para Londres, para "trabalhar" no Prata, programa que aparentemente dá proteção para testemunhas especiais, apesar que Chevie ainda não viu nenhuma, pois a única coisa que ela protege é uma estranha máquina que fica no porão da agência e nem sequer funciona. Sua missão é assegurar-se que caso um homem saia de dentro do módulo, um "homem muito especial", deve ser mantido vivo a qualquer custo; e esta é uma ordem direta de seu superior, agente "Laranja".

Depois de 9 meses disto, ou seja nada, Chevie está realmente em vias de ficar louca com a falta de ação. Mas de repente tudo muda, com um verdadeiro show de luzes e explosões, queda de energia, não só na instalação Prata como em tudo ao redor. Coisas ruindo e indo abaixo, e eis que surge o tal sujeito especial através da máquina, só que com uma faca cravada no peito e um garoto segurando-a. Claro que com a sorte da garota, o tal homem está mortinho da silva, mas o garoto de 14 anos chamado Riley está vivo e diz não ser o causador da morte do velho. Segundo ele, o responsável seria seu mestre Garrick, um ilusionista de 1898, que ruim como era, pegou o gosto por tirar vidas, e se tornou um assassino de aluguel. Riley, sendo seu aprendiz e assistente, teria que seguir seus passos.

A primeira vida que Riley tiraria era a do velho (que agora está morto), mas o garoto desistira do ato, e Garrick terminou o serviço.  Este  homem morto é o próprio criador do projeto da máquina do tempo, que não concordava com o uso que os militares pretendiam dar à sua criação. Por isso se escondera no passado levando consigo a chave que permitia o uso do aparelho. Mas quando o homem caiu morto, em sua casa, ele acabou acionando a chave para usar a máquina do tempo, assim transportando-os para o futuro.

Já no futuro, Riley diz a Chevie que com certeza Garrick viria atrás dele e eles deveriam fugir dali o mais rápido possível, pois quando este chegasse, como um verdadeiro vilão sanguinário, eles não teriam chance alguma. Pois o sujeito além de entender de artes mágicas, domina lutas estranhas e é um verdadeiro mago com facas e objetos cortantes, além de ser perverso, rápido e ardiloso. Claro que a garota não leva nada disso a sério e deixa o jovem Riley em uma cela para mofar.

Mas agora, a máquina que era para ser usada para para esconder testemunhas especiais no passado (onde ninguém esperaria, ou poderia, encontrá-las) está finalmente funcionando e permite a viagem no tempo.  Mas esta também era a oportunidade que Garrick esperava e assim ele consegue vir para a Londres do presente. Então nossos jovens protagonistas se unem para sobreviver ao seu terrível perseguidor, e depois de alguns percalços no presente, eles são forçados a irem parar na Londres de 1898, pois talvez seja o único lugar em que possam vencer seu inimigo. E talvez não apenas salvarem a própria pele, mas também o futuro da humanidade.

Eu particularmente gostei muito de Chevie e Riley, cada qual com seu triste passado e com sua firme determinação de vencer suas dificuldades, adultos ainda tão jovens. Do vilão e seus atos, só tenho a dizer que é de assutar o mestre dos pesadelos, Sr. Freddy Krueger. Ah, e há outros vilões e canastrões que nos são mostrados na Londres do passado e que são bem interessantes. Tem até um outro garoto que tem tanto um quê de heroi quanto de bandidinho. Os personagens, de forma geral, são muito interessantes!

A narrativa em terceira pessoa, alternada entre os personagens, é fluída e a história é bem desenvolvida e bem ambientada, principalmente a Londres do passado. Que, por sinal, é mostrada infecta, o que achei muito interessante. Já havia lido outros livros que mencionam o fato. Gente, esta cidade no passado era um verdadeiro esgoto a céu aberto e o que é legal saber, é que não importando sua classe social, do lixo ao castelo de sua majestade, o cheiro te acompanhava sem perdão e distinção. E o autor mostra também que havia lugares nos recônditos sinistros da cidade ainda piores, onde a esperança não existia. Onde respirar podia ser sentença certa de morte, lugares que até o mal poderia temer entrar. 

Agora, quando se trata da história em si, apesar de cheia de aventura e ação, o livro não é tão original. Já li e vi histórias muito similares, então temos aqui um pouco de mais do mesmo. O que me chamou a atenção, porém, é a viagem no tempo em si. Achei muito interessante o modo como se viaja no tempo através da máquina e como é terrível este processo. Ficou bem consistente, com lances perigosos e  para vocês terem uma ideia a ponto de uma pessoa acabar correndo o risco de sofrer mutações inesperadas. Sim, uma viagem no tempo nada agradável ou bonita, e muito perigosa.

O final deste livro se mostra cheio de intrigas e surpresas, algumas verdades reveladas, e segredos escondidos que só o futuro poderá revelar. No geral O Assassino Relutante me conquistou, pois foi uma leitura agradável e empolgante. Estou bem curiosa pelo segundo volume da série e  ansiosa pelas novas e intrigantes aventuras. 

Comentários via Facebook

3 Comentários:

  1. Uma pena que não seja uma historia tão original, mas mesmo assim me despertou um interesse.

    http://criativare-leitura.blogspot.com.br/

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  2. Oi Livy! Eu achei este livro muito divertido, sempre quis ler algo do autor e comecei bem, a trama em si é bem animada e o Riley com suas falas do passado tentando se encaixar no futuro me fizeram ri muito, naquela hora que a Chevie oferece um lanche e ele fica achando que é um escocês foi impagável.

    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  3. Oi LiVy, a Galera Record sempre arrasa com os livros. Adorei sua resenha, e com certeza leria O Assassino Relutante, ele me chamou bastante a atenção. Adorei sua resenha,

    Beijos
    intoxicadosporlivros.blogspot.com

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