[Resenha] Tropas Estelares, de Robert Heinlein

16 novembro 2015
Postado por Livy

Livro cedido pela editora para resenha
ISBN: 9788576572206
Tradução: Carlos Angelo
Ano de Lançamento: 2015
Número de Páginas: 364
Editora: Aleph
Classificação: ♥♥♥
Alistar-se no Exército foi a primeira – e talvez a última – escolha livre que Juan Rico pôde tomar ao sair da adolescência. Apesar do árduo e rigoroso treinamento pelo qual é obrigado a passar, o perseverante recruta está determinado a tornar-se um capitão de tropas. No acampamento militar, ele aprenderá a ser um soldado. Mas apenas ao final de seu treinamento, quando, enfim, a guerra chegar (e ela sempre chega), Rico saberá por que se tornou um. 

Robert Anson Heinlein nasceu em 1907, na cidade de Butler, Missouri, Estados Unidos. Influenciado por escritores como H.G. Wells e Edgar Rice Burroughs, Heinlein tornou-se escritor de ficção científica. Além dos livros de ficção, ele também absorveu grande influência da Marinha Norte-Americana, onde serviu, em 1929. Começou a escrever para a revista The Saturday Evening Post. Fez carreira ao lado de grandes nomes da era de ouro da ficção científica, como Isaac Asimov, Athur C. Clark, Ray Bradbury, entre outros. Foi nomeado Grão-Mestre da Science Fiction Writers, em 1974. Recebeu quatro Hugo Wards por seus romances, e mais três Retro Hugo Awards pelos romances publicados antes da criação do Hugo Wards. Heinlein publicou mais de 32 livros e inúmeros contos. Seus romances renderam adaptações para quatro filmes, duas séries de TV, vários episódios de uma série de rádio, um jogo de tabuleiro. Ele faleceu em 1988. Há uma cratera em Marte, batizada com o seu nome.

Os livros de Robert Heinlein são lidos e cultuados ainda hoje por uma legião de fãs de todas as idades. Heinlein, além de ótimo contador de histórias, também era um visionário. Em muitos dos seus livros ele antecipou em décadas grandes descobertas científicas, como o telefone celular, o colchão d'água, armamentos bélicos e o exoesqueleto atualmente em testes no exército norte-americano, visto no filme No Limite do Amanhã e no videogame Call of Duty Advanced Warfare. Acha pouco!?

E em Tropas Estelares, Heinlein não deixa por menos. Lendo o primeiro capítulo do livro tem-se a nítida sensação de que estamos lendo a narrativa de um game de guerra moderna da nova geração de consoles. E isso porque o livro foi escrito em 1958! A armadura usada por Rico, as armas com ogivas nucleares, lança-chamas, entre outras coisas, além de foguetes de impulso para grandes saltos e levitação, são características de jogos de guerra dos dias atuais, mais de 50 anos depois da publicação de Tropas Estelares. Por aí se vê a mente criativa de Heinlein em seus romances!

Tropas Estelares conta a saga de Juan Rico em treinamento para se tornar um soldado de elite contra os insetos. Depois do primeiro capítulo que é digno de um videogame atual, Heinlein nos transporta para os bastidores da guerra contra os insetos, onde jovens como Rico são preparados para lutarem em planetas hostis. Então, na ótica de Rico, vamos conhecer a rotina desses campos de treinamento, as amizades que vão se consolidando e as técnicas e armamentos da guerra no futuro, bem como as suas técnicas militares.

Lá pela metade do livro, Heinlein faz uma descrição do traje de combate utilizado pelos fuzileiros que é um show de criatividade tecnológica. Vê-se muito disso em filmes, animações 3D e videogames, mas no ano de 1958 era algo mais do que inédito e inovador.

A descrição dos combates e da capacidade mental dos insetos e sua organização social, também é outro aspecto bem interessante do livro. E já vou dando a dica de que se você assistiu ao filme homônimo, deve ler o livro, pois o filme e o livro são completamente diferentes. O filme tem ação intensa, mas não possui a mesma qualidade descritiva de Heinlein, apesar de o livro carecer de ação constante.

Da minha parte, gostei do livro. É o primeiro que leio do autor e espero que não seja o último. Procurarei outros para ler oportunamente. E por isso digo que Tropas Estelares vai agradar os fãs de Robert Heilein, da boa e clássica ficção científica, e também deve agradar os fãs de ficção científica atual, em busca de romances originais e inovadores, longe das recorrentes distopias atuais. Recomendo!

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