[Resenha] Ligeiramente Casados, de Mary Balogh

08 janeiro 2016
Postado por Livy

Livro cedido pela editora para resenha
ISBN: 9788580413212
Tradução: Ana Rodrigues
Ano de Lançamento: 2014
Número de Páginas: 288
Editora: Arqueiro
Classificação: ♥♥♥ 
Sinopse: À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse “Custe o que custar!”. Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum. Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela… a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias. Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar. Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados…

Mary Balogh é uma escritora inglesa de 71 anos que nasceu em 1944, no País de Gales. É uma escritora talentosa e mundialmente conhecida por seus romances, os quais sempre presentes na lista dos mais vendidos do New York Times. Ela começou a escrever apenas por hobby, e seu primeiro romance, Regency, foi publicado em 1985. Desde então, ela já escreveu mais de 70 livros e mais de 30 novelas. Balogh já ganhou sete prêmios Waldenbooks Awards e 2 prêmios B. Dalton por seus romances best-sellers.

“A cama dele na hospedaria Three Feathers era dura; o travesseiro, cheio de grumos; acerveja, insípida; a comida, ruim; o serviço, lamentável; a taverna, barulhenta, e faltava certo asseio em tudo, embora o estabelecimento não fosse exatamente sujo.” – Pág. 19

Ligeiramente Casados é um romance de época que inicia-se na França, em 1814, e prossegue na Inglaterra do mesmo ano. É o primeiro livro da Saga Os Bedwyns, a qual já conta com seis livros.


Os Bedwyn é uma família de seis irmãos e irmãs, homens e mulheres cheios de paixão, privilégios e sensualidade. Algo bem típico desse tipo de romance. E nesse meio tem amor, muitas tentações, escândalos, e Aidan que descobre que o casamento pode ser algo mais do que uma união matrimonial.

No campo de batalha o Coronel Lord Aidan Bedwyn faz uma promessa a seu amigo Percy para auxiliar Eve Morris, no Solar Ringwood, em Oxfordshire. Aidan é um homem íntegro e honrado, um soldado, com uma mentalidade austera, tanto por criação quanto por ideologia. Eve, por sua vez, não é o tipo de mulher frágil, dondoca, que fica chorando pelos cantos a espera de um afago. Eve é uma mulher de fibra, uma pessoa amável e adorável que vê nos seus semelhantes mais do que pessoas: ela os trata como iguais; ela cuida de uma tia e de dois filhos adotivos, além de um cachorro muito peralta e é responsável por uma propriedade imensa, onde trata seus empregados com todo o respeito possível.

“Eve sentiu uma ponta de inveja daquele amor de mãe, mas logo afastou o sentimento – não era digno. Considerava-se um dos seres humanos mais afortunados que conhecia. Morava naquele sonho de lugar, estava cercada por pessoas a quem amava e por quem era amada e a solidão de sua juventude ficara no passado distante.” – Pág. 10

Mary Bulogh intercala a narrativa em terceira pessoa entre os pontos de vista de Aidan e Eve, ao redor dos quais ela também tece o drama de outras personagens, aprofundando-se na construção deles a medida em que são apresentados e interagem com o casal protagonista.

O romance que se passa entre Aindan e Eve é bem natural e realista, nada arrebatador e grandiloquente, como se vê geralmente em livros do gênero. Mas é um romance muito gostoso e agradável que traduz a época com perfeição, que, na visão da autora, é fiel aos costumes, vestuário e localidades do início do século XIX inglês.

Desta forma, tanto Eve quanto Aidan aprendem novos valores e atitudes, tornando o casamento mais um exercício platônico de convivência do que num tórrido romance. É quase como uma dualidade: de um lado, o amor feito de honra militar de Aidan; do outro, o lirismo poético de um amor primaveril, de Eve. Então, pode haver amor entre duas pessoas tão diferentes assim? Sem dúvida alguma, e Mary Bulogh nos prova isso em Ligeiramente Casados.

Numa época em que tudo gira em torno de escândalos, traições, guerra e preconceitos, Aidan e Eve tem muito a nos dizer ao ajustarem as suas diferenças e encontrar um caminho único para ambos.

“A senhora usa palavras de mulher, Lady Aidan – falou o duque. – Amor. O que é o amor além de um termo abstrato que não pode sequer ser definido senão em ações? Aidan é um Bedwyn. É meu irmão e, a menos ou até que eu faça um filho meu, é também meu herdeiro.” – Pág. 234

Pois é, eu gostei bastante do livro. É um ótimo romance de época, com boa ambientação e personagens bem interessantes e carismáticos. O romance entre Aidan e Eve é cativante, e às vezes até pueril; outras vezes, chega a ser irritante quando eles parecem temer ou não perceber o óbvio: eles se amam, caramba! A trama é envolvente e nos prende à atenção desde o princípio. E para quem gosta de romances de época com bastante romantismo, Ligeiramente Casados, é uma boa dica de leitura. Estou ansiosa para ler os outros livros da série! Recomendo!



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