[Resenha] O Trono de Diamante, de David Eddings

20 janeiro 2016
Postado por Livy

Livro cedido pela editora para resenha
ISBN: 9788576572169
Série: Elenium, vol. 1
Ano de Lançamento: 2015
Número de Páginas: 408
Editora: Alpeh
Classificação: ♥♥♥♥ 
Sinopse: Após dez anos de exílio, Sir Sparhawk, cavaleiro da Ordem Pandion, retorna a Elenia e encontra sua terra natal imersa em sombras. O inescrupuloso Annias, primado da Igreja e membro do Conselho Real, manipula o débil príncipe regente para governar de fato, visando seus próprios interesses. A legítima soberana, Ehlana, acometida por uma estranha doença, jaz adormecida em seu trono, protegida por uma barreira de cristal. Graças a um poderoso feitiço, seu coração ainda pulsa, mas ela não resistirá a menos que uma cura seja encontrada antes que transcorra um ano. Sparhawk parte, então, em uma busca obstinada para salvar sua rainha e seu reino, travando uma luta incessante contra o tempo, as autoridades vigentes e toda sorte de perigos – reais e sobrenaturais. Nessa jornada de luz e sombras, ele contará com a ajuda de seus irmãos de armas, de seu escudeiro fiel, de uma feiticeira, de um jovem ladrão e de uma misteriosa menininha, cujas origens são desconhecidas.

David Eddings, nascido em 1931 e falecido em 2009, foi um escritor estadunidense que se especializou em romances de fantasia épica (ou medieval) e ficção científica. Sua bibliografia conta com várias séries de sucesso, publicadas entre as décadas de 1980 e meados de 2006. A trilogia Elenium foi lançada em 1986, com o primeiro livro: The Diamond Throne (O Trono de Diamante); seguida por The Ruby Knight (1990) e de Saphire Rose (1991), ainda inéditos no Brasil. A última série escrita pelo autor foi The Dreamers, composta por quatro livro, editados entre os anos de 2003 e 2006.

O Trono de Diamante, lançado no Brasil pela Editora Aleph, é o primeiro livro de Eddings que leio. Nesse livro o estilo está mais para a fantasia medieval, do que para a fantasia fantástica como vemos em outros livros, inclusive os de J.R.R. Tolkien. A meu ver, e sem vacilar, David Eddings possui um estilo próprio que o diferencia dos outros autores – principalmente os atuais –, que misturam a fantasia fantástica com a épica; ou que ficam apenas com o primeiro gênero. Eddings tem uma peculiaridade em criar personagens, descrever lugares e desenvolver situações que o tornam um autor autêntico.

Em O Trono de Diamante temos vários elementos de um romance histórico, fantasiado, que descreve um mundo ou um universo que, apesar de ser muito semelhante com o que vivenciamos na chamada Idade Média, é, por sua vez, sui generis; como se existisse noutra dimensão. Casas, castelos, paisagens, situações políticas e até do cotidiano das cidades, parecem arremeter para o modo de vida feudal do Europa Medieval. Mas as comparações param exatamente por aí.

No mundo criado por Eddings temos deuses, magia, mitologia e religião, além de feitiçaria e encantamentos, e isso é tudo o que você têm relacionado com a fantasia fantástica. De resto, o livro realça as relações da realeza, fealdade, cavalaria, ordens religiosas, política, entre outras coisas relacionadas ao poder temporal. De um lado o povo, joguete nas mãos dos poderosos, que não fazem a mínima ideia do que se passa nas ruas de suas cidades, e menos ainda no interior dos palácios; do outro, os poderosos, reunidos em conclaves, tramando o destino das suas fronteiras e dos seus interesses pessoais.

O ponto alto de O Trono de Diamante é justamente a trama e os personagens. Sparhawk mesmo é o grande ícone desse primeiro livro. Sem ele O Trono de Diamante seria de vidro, com certeza; de todos os personagens, ele é o meu favorito. Na questão da trama, Eddings realmente dá um show, já que a mesma é a espinha dorsal do livro. Por conta disso, há muita pouca ação no livro, e assim mesmo, essa ação não empolga; porque o forte deste livro são as intrigas e os conchavos políticos. Isso sem contar a maldição, ou feitiço, que envolve a rainha Ehlana confinada dentro de uma barreira de cristal. E essa maldição afeta os cavaleiros da Ordem Padion que, um a um, vão morrendo. Assim, Sparhawk corre contra o tempo para salvar os amigos, e a si próprio, e, de quebra, salvar Ehlana, sua protegida. E essa parte é o que conseguimos chegar da aventura que há no livro.

Mas, não se iluda se você acha de O Trono de Diamante é um livro parado e sem graça. Ledo engano, meu caro. Eddings não copia, ele cria. Por isso o seu maravilhoso trabalho é contar uma história envolvente cheia de mistério, traições, politicagem, magia e feitiços, além de misticismo e lealdade. Um livro a não se perder de vista para quem gosta de romances épicos originais com o propósito de ser ele mesmo no meio da mesmice literária do gênero fantasia.



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