[Resenha] A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard

23 fevereiro 2016
Postado por Livy


ISBN: 9788565765695
Série: A Rainha Vermelha, vol.1
Tradução: Cristian Clemente
Ano de Lançamento: 2015
Número de Páginas: 422
Editora: Seguinte
Classificação: ♥♥♥ 
 Favoritado!
Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

Victoria Aveyard cresceu em Massachusetts e frequentou a Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Formou-se como roteirista e tenta combinar seu amor por história, explosões e heroínas fortes na sua escrita. Seus hobbies incluem a tarefa impossível de prever o que vai acontecer em As Crônicas de Gelo e Fogo, viajar e assistir a Netflix.

A Rainha Vermelha é o primeiro livro da série de mesmo nome. Comecei a lê-lo sem muita pretensão, apesar de muitos amigos o indicarem para ler. E agora, dias após o término da leitura, ainda estou tentando organizar os pensamentos para fazer uma resenha decente. E que difícil está sendo! Este foi um daqueles livros que eu amei e que não encontro palavras para descrever.


A Rainha Vermelha é um desses livros que chegam para fazer legiões de fãs em toda parte. Eu mesma me incluo entre eles. Gostei muito da escrita de Victoria Aveyard. Ela criou um mundo impressionante onde as pessoas são separadas conforme a cor do seu sangue: prateado ou vermelho. Os de sangue prateado são os maiorais da história, com alguns poderes e elitismo social, ao passo que os de sangue vermelho estão na periferia marginal, pobres servidores.

Os agentes são prateados, e os prateados não têm nada a temer de nós, vermelhos. Todo mundo sabe disso. Não somos iguais, embora talvez não dê para perceber só de olhar. A única coisa que nos diferencia - ao menos por fora - é que os prateados andam eretos. Já nossas costas são curvadas pelo trabalho, pela esperança frustada e pela inevitável desilusão com nosso fardo na vida. 

A história é em primeira pessoa, na visão de Mare Barrow, e se passa no país de Norta, em um futuro desconhecido e muito além do nosso. A guerra está por toda parte, e já dura mais de cem anos. Mare, aos 17 anos, é uma ladra que faz de tudo para manter-se viva numa sociedade oprimida e dominada pelos prateados que exploram os vermelhos para praticamente tudo. O livro começa com uma cena muito interessante em que, no vilarejo de Palafitas, onde vive Mare, ela e seu amigo Kilorn Warren, assim como todos os vermelhos, tem que comparecer ao evento da Primeira Sexta, onde eles assistem aos prateados se digladiando em uma arena. Bem ao estilo da política de pão e circo. Achei muito legal!

Mare está quase completando 18 anos, e sem estar devidamente empregada, se torna inútil, tendo obrigatoriamente que ingressar no exército, e ir para a guerra sangrenta que se desenrola nas fronteiras de Norta, obra dos prateados, em uma luta por poder. Mare é "salva" dessa triste sina após conhecer um estranho rapaz em uma de suas noites de furto. Ela é convocada para ir trabalhar no palácio do rei e lá ela vai descobrir que há muito mais em suas veias do que apenas sangue vermelho. Na corte da rainha Elara e do rei Tiberias, Mare vai descobrir o seu verdadeiro destino. Um estranho poder que emana de seu corpo, que a iguala aos prateados, mas ao mesmo tempo a torna diferente: uma ameaça. Um perigo! Assim, tem inicio sua jornada. Uma jornada de sangue, lutas, revolução e poder.

Eu costumava pensar que existia apenas uma divisão: prateados e vermelhos, ricos e pobres, reis e escravos. Contudo, há muito mais entre esses dois extremos, coisas que não entendo, e estou bem no meio delas. Cresci e perguntando todos os dias se haveria comida suficiente para o jantar. Agora estou num palácio prestes a ser devorada viva.



A Rainha Vermelha é uma leitura viciante, num estilo distópico que me encantou. Eu realmente não conseguia parar de ler, e a cada página virada eu estava mais e mais ávida pela leitura. Apesar de muitas críticas negativas a cerca da criatividade da autora, eu sou do grupo que discordo. Creio sim que a autora se inspirou em algumas séries já conhecidas, mas as semelhanças param só na inspiração mesmo. E não, não vi qualquer semelhança com "A Seleção", "X-Men" ou "Guerra dos Tronos"! Eu particularmente achei que a autora foi muito feliz na construção da sua trama e no modo como conduziu a história. Aliás, achei sua história muito mais adulta e visceral do que outras distopias que já li.

Eu gostei do modo como ela vai nos introduzindo em seu mundo, mas ao mesmo tempo vai conduzindo a história. Ou seja, é fácil se situar e entender. Você vai caminhando junto com a história e não se perde. Outro ponto que pode agradar muito é o romance praticamente inexistente. Mas calma, há sim romance no livro, apenas não é o foco central. A autora se preocupou mais com outras questões, que tornam o livro ainda mais interessante. O melhor, este não é daqueles tipos de livro introdutórios que são 400 páginas de pura enrolação para chegar a um final vago e completamente meia boca. Pelo contrário, A Rainha Vermelha é um livro bem completo, cheio de muita emoção, reviravoltas, acontecimentos marcantes e um final que me deixou completamente vidrada e louca para conferir a continuação, Espada de Vidro. Que final, minha gente!!! Aliás, pelo menos para mim, o livro todo foi eletrizante!

- E nós vamos nos levantar. Vermelhos como a aurora.

Victoria Aveyard tem muito carisma e verve literária, construindo uma narrativa interessante com personagens igualmente cativantes. Eu fiquei completamente apaixonada pela protagonista, Mare. Ela é determinada, forte e não é exatamente uma mocinha, como vemos em tantos outros livros do gênero. Este foi um dos fatores que mais me fizeram gostar dela, ela é toda errada e sofrida. E mesmo com tudo o que acontece com ela, jamais perde seu sangue vermelho. Também adorei Julian, um dos prateados que fazem parte da jornada de Mare, e que abre seus olhos para um novo mundo cheio de possibilidades. Cal, que ganhou meu coração assim que apareceu. E Maven, bem, eu simplesmente não conseguia simpatizar ou confiar nele. Me julguem! E queria poder falar mais destes e de outros personagens, mas darei milhões de spoilers se o fizer. Que pena! Como eu queria comentar com vocês sobre eles.

Enfim, A Rainha Vermelha, é um livro que me encantou e me surpreendeu de muitas formas. Comecei sem qualquer pretensão e terminei fã, tanto da autora quanto da série. E com o final que este livro teve, estou muito ansiosa para ver Mare Barrow detonando em Espada de Vidro. Mal posso esperar para ler!

Vou morrer ou sobreviver? Será que vou ser forjada como uma espada, transformada em algo terrível, afiado e novo? 


P.S.: Dica para quem curte ler ouvindo um som! Eu li todo o livro ouvindo Sons of Pythagoras (a minha música preferida é Living In Castles), e músicas que vocês podem encontrar no canal Trailer World, e recomendo muito! Basta colocar em uma das playlists e entrar no clima! Deu ainda mais emoção à leitura. E recomendo ouvirem Bring me back to life do Extreme Music, que tem a letra perfeita e que super combina com o livro. Vou deixar um trecho da música abaixo só para entenderem:

Eu estou respirando
E quebrando
Sinto que o meu tempo está se esgotando
O fogo em meu coração vai me queimar até o chão

Eu fiz a minha parte
Eu dei o meu melhor
As coisas que eu estou lutando para proteger
Sempre se partem em pedaços no final
Ooh

Eu estou quebrado e mal respiro
Eu estou caindo porque o meu coração parou de bater
Se é assim que tudo isso cai essa noite
Se é assim que você me traz de volta à vida
É assim que se parece quando colidimos
Se é assim que você me traz de volta à vida

Eu estou em cima de sangue, seca abundante
Meu coração esteve batendo o tempo todo
Para ajudar este corpo quebrado a viver mais uma noite

Grito de guerra, o dano já foi causado?
Quem perdeu e quem ganhou?
Quem vai estar lá quando o apoio da minha vida se for?
[...]


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3 Comentários:

  1. É completamente viciante. Estou à espera de receber o novo livro!

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  2. Adorei a resenha, bem isso que senti com esse livro. Li sem animo nenhum e me apaixonei <3
    Sou do time que viu um pouco de A seleção mo livro... kk


    http://leitoresnadepressa0.wix.com/leitoresnadepressao

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  3. Já vi várias resenhas sobre esse livro aqui no blogger mas nenhuma eu parei para realmente ler, parece maravilhoso.

    http://idealizandolivros.blogspot.com/

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