[Resenha] O Cavaleiro de Rubi por David Eddings

05 julho 2016
Postado por Livy

Livro cedido pela editora para resenha
ISBN: -
Série: Trilogia Elenium, vol.2
Tradução: Marcos Fernando de Barros Lima
Ano de Lançamento: 2016
Número de Páginas: 376
Editora: Aleph
Classificação: ♥♥♥ 
Sinopse: A implacável passagem do tempo cobra a vida dos cavaleiros que ajudaram Sephrenia a realizar sua poderosa magia, aprisionando em cristal a rainha de Elenia. Mas a busca de Sir Sparhawk pela cura do mal que aflige Ehlana finalmente começa a render frutos, quando  a coalização de cavaleiros da Igreja sai em busca do único artefato capaz de salvar a vida da monarca. Sparhawk e seus amigos, porém, não são os únicos a voltarem seus olhos para a Bhellion. Forças ancestrais, desse e de outro mundo, seguem tramando contra o campeão da rainha e seus aliados. O cerco em torno dos heróis vai fechando cada vez mais, e a rainha pode não ser a única a precisar de salvação. 

Aqui no Brasil, a Editora Aleph está publicando a trilogia Elenium, já tendo publicado o primeiro e segundo volumes, com um ótimo trabalho editorial. Quem já leu livros publicados pela editora, sabe que ela prima pelo bom gosto editorial e pela qualidade de suas edições; e com esta trilogia não fez por menos.


“Foi no 25º século que as hordas de Otha de Zemoch invadiram os reinos elenos de Eosia Ocidental e, com fogo e espada, varreram todos diante de si em sua marcha para o oeste. Otha parecia invencível até que suas forças foram confrontadas no grande e enevoado campo de batalha do Lago Randera pelos exércitos combinados dos reinos ocidentais e pelo poderio concentrado dos Cavaleiros da Igreja. Dizem que a batalha na porção central de Lamarkand durou semanas antes de os invasores zemochs serem finalmente rechaçados e fugirem pelas próprias fronteiras.” - pág. 12
Pois é, e com essa introdução, estamos outra vez às voltas com a trilogia Elenium, em O Cavaleiro de Rubi, de David Eddings. Agora com o segundo livro da saga da Rainha Ehlana e seu fiel cavaleiro/herói/defensor Sir Sparhawk e, claro, ao lado da maravilhosa Sephrenia e outros personagens igualmente fascinantes.

Em O Trono de Diamante tivemos o desenvolvimento dos personagens e a construção do universo de Eosia, cuja história ficou centrada em Elenia, onde a trama enfocou as intrigas e conspirações palacianas em torno da sucessão da Rainha Ehlana. Em O Cavaleiro de Rubi, temos um desdobramento bastante consistente e instigante, daqueles fatos narrados anteriormente, cuja trama gira em torno da busca da cura para a rainha, e, consequentemente, para a cessação do mal que se abateu sobre os cavaleiros Padions. Essa cura tem a ver com um artefato mágico, a Bhellion, perdida alhures no reino. E para encontrá-lo, Sparhawk e sua trupe de cavaleiros correrá quase toda Eosia, seguindo pistas falsas, enfrentando armadilhas, monstros, exércitos, castelos sitiados, rastreadores zemochs, assassinos, feitiços, venenos e outros obstáculos.

Com tudo isso, e muito mais, Eddings criou um grande caleidoscópio de raças, crenças, misticismos e lugares exóticos, ampliando a sua trama inicial, dando-lhe um colorido mais rico, com toques de aventura, fantasia e algumas pitadas de magia e dramaticidade.

“Ele viu um movimento nas sombras e parou, sua mão indo em direção `espada enquanto perscrutava a escuridão. Então ele viu um par de olhos brilhantes e esverdeados que refletiam a luz do fogo.” - pág. 199

O livro é dividido em três partes: Lago Randera; Ghasek; A caverna do Troll, e como no primeiro livro da trilogia, é narrado em terceira pessoa, tendo Sparhawk como o protagonista, seguido por Sephrenia, Flauta, Kalten, Kurik, Bevier, Tynian, Ulath, Talen, Berit, entre outros. Destes, os meus favoritos ainda são Sparhawk, Sephrenia e Flauta. Aliás, esta última, além de me encantar com o poder de sua magia, também se mostrou a grande surpresa no encerramento deste segundo volume. Do lado do mal, do inimigo, um que me impressionou foi o Rastreador.

O interessante é que temos na trama não somente conflitos bélicos envolvendo humanos, numa trama medieval com enfoque na fantasia, mas, também, conflitos entre deuses, com meandros focados no sobrenatural. É quase como uma disputa “olimpiana”, onde os poderosos deuses estão em constante disputa para garantir a sua supremacia no panteão do imaginário humano.

Outro ponto que merece destaque é o zelo com que David Eddings criou seu universo de fantasia, com personagens carismáticos, excelentes construções de enredo, cenários e situações históricas envolventes. É um mundo medieval extremamente rico que se dilata e adentra o imaginário da fantasia, com direito a criaturas esdruxulas, lagartos gigantes e Trolls, entre outras coisas.

“- Ele está invocando os Deuses Trolls – Flauta explicou em voz baixa. Ela inclinou a cabeça. - Ouçam – ela exclamou . - Os Deuses Trolls estão respondendo.” - pág. 362

As batalhas continuam bem encenadas e o suspense e a dramaticidade está bem mais envolvente que no primeiro livro. A busca pela Behllion traz novos desdobamentos e a inserção de novas personagens que enriquecem a trama e nos preparam para o desfecho da trilogia. Além do quê, há uma guerra em curso, e os Padions, liderados por Sparhawk, estão bem no meio dela, e tudo o que eles querem é impedir que a maldição que se abateu sobre a rainha Ehlana os mate também.

E por essa e tantas outras boas qualidades, esta trilogia Elenium é uma ótima indicação para os fãs de fantasia. E até mesmo os que curtem uma boa leitura se sentirão satisfeito seguindo as aventuras e desventuras de Sparhawk. Recomendo.

Veja Também:

O Trono de Diamante



Comentários via Facebook

1 Comentários:

  1. Oi Livy, nunca li nenhum livro dessa trilogia. Tenho uma queda por histórias assim, eu viajo legal na trama. Vou dar uma conferida.
    Beijos
    Quanto Mais Livros Melhor

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