[Resenha] Quantum Break - Estado Zero, de Cam Rogers

09 outubro 2016
Postado por Livy

ISBN: 9788542207620
Tradução: Carolina Caires Coelho e Petê Rissatti
Ano de Lançamento: 2016
Número de Páginas: 384
Selo: Outro Planeta
Editora: Planeta de Livros
Classificação: ★★
♥ livro cedido pela editora
Sinopse: Jack Joyce passou seis anos tentando escapar. Escapar da vida, do tempo, da loucura de seu irmão, Will. Mas quando ele finalmente volta para casa, descobre que seu irmão não era louco como ele imaginava. Will criou uma máquina do tempo, com o potencial de salvar a humanidade. Guerras? Agora podem ser previstas. Desastres naturais? Podem ser evitados. Só há um pequeno problema… sua máquina também vai causar o final do tempo, tal como o conhecemos. Agora Jack te apenas uma chance de voltar ao passado, de consertar o que está errado e de salvar o mundo. 
Cam Rogers é escritor e roteirista de games. Trabalhou na franquia de games The Walking Dead. Nascido na Austrália, atualmente vive e trabalha em Helsinque, Finlândia, na prestigiada desenvolvedora de games Remedy Entertaiment.

“Existem mais de 50.000 palavras de conteúdo a ser descoberto em Quantum Break, metade de um romance, e isso sem contar o roteiro efetivo que apresenta a história. (…)eu queria criar uma obra de arte que fosse ousada, um pouco diferente, e independente também. Cam tinha um conhecimento do universo de Quantum Break, de um jeito que nenhum escritor fora da equipe poderia ter.(...)Cam sugeriu incluir algumas informações e conceitos que estavam presentes nos primeiros rascunhos da história. E eu gostei da proposta...” - Sam Lake, diretor criativo do estúdio Remedy – do Prefácio do livro – pág. 7

Bom, depois desta introdução, penso que a produtora e desenvolvedora de games Remedy, mundialmente conhecida pelos sucessos da série Max Payne e Alan Wayke, acertou em cheio na escolha do autor, tanto quanto pelo fato de transpor a excelente história do game para o livro. Eu não tive a oportunidade, ainda, de jogar o game mas, pelas imagens dos trailers e dos walkthroughs do gameplay que vi, Quantum Break é mais do que um game, é um filme interativo. As imagens são belíssimas, com efeitos visuais e computação gráfica de última geração, em cenas de tirar o fôlego, como em um filme de ação.

Quanto ao livro, que é a questão que nos interessa aqui, não vou traçar um paralelo entre o game e o romance, para não estragar a diversão de ninguém. No entanto, o gameplay que tive o prazer de desfrutar na internet, em comparação com o romance homônimo, dá conta de que Cam Rogers se esmerou em transpor o universo do jogo para a literatura.

Do meu ponto de vista, Quantum Break é uma bem-sucedida mistura de thriller de ação com ficção científica dos clássicos dos anos 1960, auge da Corrida Espacial e início da Guerra Fria. Ação não falta no livro, do começo ao fim. Também não falta uma trama bem alinhavada com o que há de mais sofistica na moderna ciência, no que diz repeito a Física Quântica. Apesar da complexidade do tema: Viagem no Tempo, “saltos quânticos”, entre outros cientificismos, Cam Rogers esmiúça a trama com sua excelente narrativa e a construção das cenas. Os personagens, os diálogos, bem como as descrições de ambientação, seguem como o game; ou seja, transposição perfeita do universo do game para o livro.

A sinopse resume bem o tipo de enrascada em que Jack Joyce se mete ao regressar para casa e visitar o amigo Paul Serene na Faculdade, onde este, em parceria com Will Joyce, irmão de Jack, está fazendo experiência com uma máquina para viagens no tempo, chamada de Passarela. Quando as coisas começam a dar errado, Jack se vê enrodilhado numa trama que ameaça por um fim no Tempo e o fim do mundo. Jack e o irmão, Will, empreendem uma corrida contra o tempo, para impedir que isso ocorra, tendo, de quebra, que enfrentar dois inimigos poderosos que querem o controle da pesquisa e o do próprio tempo.

Gostei da capa do livro, evocando o game; adorei Jack Joyce e os seus poderes quânticos; amei a ideia de término do tempo e as consequências que isso poderia acarretar se de fato acontecesse; e fiquei com vontade de jogar o game!

Quantum Break é uma ótima oportunidade para quem ainda não leu nenhum livro baseado em games, ou que estava procurando um ótimo thriller de ação, ou de ficção científica; ou que esteja jogando o game e ficou interessado em conhecer os acréscimos que Cam Rogers fez na história original; enfim, este é mais um daqueles livros que vai agradar em cheio os que gostam de ação, aventura e curtem uma trama mirabolante bem construída e com muitos altos e baixos a cada novo capítulo. Eu adorei. Recomendo!


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1 Comentários:

  1. Oi, Livy.
    Acho que esse livro não é pra mim. kkkk
    Deu um nó na minha cabeça. Ficção científica não é muito a minha praia.
    Beijos!

    http://ymaia.blogspot.com.br/

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