[Resenha] O Problema dos Três Corpos, Cixin Liu

20 novembro 2016
Postado por Livy

ISBN: 9788556510204
Tradução: Leonardo Alves
Ano de Lançamento: 2016
Número de Páginas: 320
Série: Remembrance of Earth’s Past , vol.1
Gênero: Ficção Científica
Editora: Suma de Letras
Classificação: ★★
♥ livro cedido pela editora
Sinopse: China, final dos anos 1960. Enquanto o país inteiro está sendo devastado pela violência da Revolução Cultural, um pequeno grupo de astrofísicos, militares e engenheiros começa um projeto ultrassecreto envolvendo ondas sonoras e seres extraterrestres. Uma decisão tomada por um desses cientistas mudará para sempre o destino da humanidade e, cinquenta anos depois, uma civilização alienígena a beira do colapso planeja uma invasão. 
Cixin Liu é considerado uma grande promessa entre os autores de ficção científica. Venceu oito vezes o mais importante prêmio chinês do gênero. Também foi o primeiro escritor não anglófono a ganhar o tão cobiçado Hugo, como melhor romance (prêmio esse entregue anualmente para os melhores trabalhos de ficção científica e fantasia, a nível global).

Só pelo fato de não ser um escritor de ficção científica de língua inglesa, os quais têm predomínio nesse gênero literário, o autor cativou minha atenção (e após a leitura, a minha admiração). Ao término da leitura, o que mais ficou evidente foi a excepcional criatividade de Cixin Liu. Uma criatividade digna dos grandes nomes do gênero, como: Artur C. Clarke, Robert Heinlein, Ray Bradbury, Isaac Asimov, Philip K. Dick, entre outros.

O Problema dos Três Corpos é um tour pelo que há de melhor na ficção científica moderna, numa linguagem rica em personagens, localidades e acontecimentos, diálogos e teorias científicas, com ótimas descrições, numa mescla de história e ficção. A história se passa no período da Revolução Cultural Chinesa, introduzindo a personagem Ye Wenjie, uma astrofísica, que passa por maus bocados até conseguir um cargo vitalício na Base Costa Vermelha, onde o governo chinês está desenvolvendo experimentos ultrassecretos. Décadas depois, somos apresentados ao protagonista da história, Wang Miao, um especialista em nanomateriais que, num belo dia, se depara com uma contagem regressiva metafísica que o leva a participar de um jogo online chamado Três Corpos.

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[Resenha] Seeker - A Guerra dos Clãs, de Arwin Elys Dayton

16 novembro 2016
Postado por Livy

ISBN: 9788568263402
Tradução: Lucas Peterson
Ano de Lançamento: 2016
Número de Páginas: 416
Gênero: Ficção Científica / Distopia
Série: Trilogia Seeker
Editora: Rocco
Selo: Fantástica Rocco
Classificação: ★★★★
♥ livro cedido pela editora
Sinopse: Primeiro da trilogia de mesmo nome, que marca a estreia da autora Arwen Elys Dayton na literatura young adult, Seeker – A guerra dos clãs é uma fantasia épica com toques de ficção científica perfeita para fãs de séries como Jogos Vorazes, Divergente e Jovens de Elite. A história gira em torno da jovem Quin Kincaid, treinada para se tornar uma Seeker e lutar ao lado de seus companheiros para proteger os injustiçados, levando luz para um mundo mergulhado na escuridão. Na noite de seu juramento, porém, quando está prestes a honrar seu legado e iniciar sua missão, Quin descobre que ser uma Seeker não é bem o que ela havia imaginado. E mesmo sua família e seu grande amor não são exatamente como ela acreditava. A jornada de Quin Kincaid em busca de sua verdadeira identidade vai começar. Uma saga memorável, protagonizada por uma heroína inesquecível.
Seeker é o primeiro livro da trilogia de mesmo nome, livro de estreia de Arwin Elys Dayton. Estava curiosíssima para ler este livro, que prometia uma história cheia de aventura, fantasia, viagem no tempo, com pitadas de ficção científica e distopia. Minha ansiedade estava nas alturas, porém ao desenrolar da leitura percebi que o livro não seria tudo aquilo que esperava! Não que não tenha trazido o que prometeu, e que ao fim não tenha gostado do livro, mas estava esperando algo mais!

Em Seeker conhecemos Quin, Shinobu e John, três jovens que vivem isolados em uma fazenda na Escócia em pleno treinamento sob a tutela de Briac e Alistair, pais de Quin e Shinobu, respectivamente. Eles estão prestes a fazer o juramento que os tornarão Seekers, um acontecimento pelo qual aguardam e anseiam há muito tempo, quando terão a responsabilidade de poder lutar pela justiça, viajar no tempo alterando o curso da história. Mas eles nem imaginam que se tornar um Seeker está muito longe do futura que sempre almejaram. John é expulso da fazenda, e quando Quin e Shinobu finalmente fazem seu juramento, finalmente descobrem a verdade que Briac sempre escondeu.

Também conhecemos Maud, conhecida como Pavor Menor, que tem que acompanhar os seekers para garantir que tudo saia como planejado nas missões. Mas assim como os jovens, ela vai ter que lidar com descobertas que a farão ter que decidir de qual lado ficará nesta guerra perigosa entre poderes e o futuro da humanidade. Nas mãos erradas, qualquer poder pode ser letal!

Arwin Elys Dayton criou um mundo diferente de qualquer distopia ou fantasia que já li! Ela conseguiu inserir elementos de ficção científica mesclados à distopia, e esta mistura deu muito certo. Assim como viajamos por vários cenários muito interessantes, durante a história. Outro ponto que achei interessante é que ao decorrer da trama somos apresentados a mais de um vilão! O que dá um "tcham" na história.

Porém vários pontos no livro me incomodaram. Dentre eles, a lentidão do desenvolvimento da trama. Muitos acontecimentos se arrastam e se arrastam, e poderiam ter sido desenvolvidos de forma mais ágil. O livro é dividido em três partes. A primeira parte foi realmente empolgante, fiquei envolvida com as várias descobertas, segredos e reviravoltas que iam sendo apresentadas. Já na segunda parte temos um salto de tempo e voltamos ao passado de alguns personagens. Achei muito interessante conhecer mais sobre eles e os acontecimentos que os levaram ao presente. Já na terceira parte, senti que muitos acontecimentos foram tratados de forma superficial, e a falta de uma direção e respostas me deixou frustrada. Também não consegui me envolver com o romance apresentado no livro, raso, sem qualquer profundidade que me fizesse crer nele.

Outro ponto que me incomodou foi a narrativa em terceira pessoa, alternando entre os personagens. Acho que uma narrativa em primeira pessoa, com a alternância, traria muito mais profundidade aos personagens, suas atitudes e pensamentos. Mesmo tendo lido o livro consideravelmente rápido, senti que a leitura se arrastou muito! E no fim com um sentimento leve de decepção! Achei a narrativa muito lenta e não consegui me conectar com o estilo da escrita de Arwin.

Como disse no começo da resenha, o livro não é ruim, porém acho que a narrativa não contribuiu para que eu gostasse mais do livro. Entendo que é uma trilogia, porém a forma como os elementos foram desenvolvidos não me agradaram e empolgaram tanto quando um primeiro livro de uma série deveria fazer. Porém, a história de Seeker tem grande potencial nos futuros livros. Espero que nos próximos volumes haja um ritmo mais agradável dos acontecimentos e respostas.

Em suma, Seeker é uma série que tem potencial, com personagens cativantes e bons elementos, com fantasia, viagem no tempo e ricos cenários. Apesar de todos os contras do livro, e da minha decepção, foi uma leitura interessante.


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Seis títulos que me definem

15 novembro 2016
Postado por Livy


Oi, gente! Fui marcada no Instagram na tag #seistítulosquemedefinem para mostrar 6 livros que têm títulos que me definem de alguma forma. E eu escolhi estes livros: 

→ UMA MENSAGEM DE ESPERANÇA: porque eu sou uma pessoa que acredita muito no bem e de que tudo, de alguma forma, pode melhorar. Além de que faço voluntariado e gosto muito de levar um pouco de esperança ao próximo. 

→ A ESCOLHA: sou uma pessoa que tem muita dificuldade de tomar decisões. E fico muito ansiosa com isso. 

→ RECOMEÇO: acredito muito em recomeços. Sabe aquele lance de "depois da tempestade..."? Pois é. Acredito que temos que nos dar a chance de recomeçar sempre e quantas vezes for necessário.

→ ANTES DE DORMIR: sou uma pessoa muito noturna. Eu deito na cama e não durmo, fico lendo, ouvindo música, vendo séries e vídeos. E sempre vou dormir tarde.

→ O CÉU ESTÁ EM TODO LUGAR: sou uma pessoa que acredita muito na importância das pequenas coisas, dos pequenos detalhes do nosso dia a dia que tornam nossa vida especial. Por isso, acredito que a felicidade está nessas coisas, basta a gente saber enxergar.

→ UM DIA DE CADA VEZ: já fiz muitos planos na vida. Muitos mesmo. E me frustrei com a maioria. No fim, os melhores momentos e realizações da minha vida foram coisas simples do cotidiano, ou coisas inusitadas que aconteceram, sem expectativas ou planos mirabolantes. Simplesmente aconteceram. Por isso sou adepta do "viver um dia após o outro, um dia de cada vez".

É isso gente! Beijos 

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[Resenha] O Feiticeiro de Terramar, de Ursula K. Le Guin

07 novembro 2016
Postado por Livy

ISBN: 9788580415216
Tradução: Ana Resende
Ano de Lançamento: 2016
Número de Páginas: 176
Série: Ciclo Terramar, vol.1
Gênero: Fantasia
Editora: Arqueiro
Classificação: ★★
♥ livro cedido pela editora
Sinopse: Há quem diga que o feiticeiro mais poderoso de todos os tempos é um homem chamado Gavião. Este livro narra as aventuras de Ged, o menino que um dia se tornará essa lenda.
Ainda pequeno, o pastor órfão de mãe descobriu seus poderes e foi para uma escola de magos. Porém, deslumbrado com tudo o que a magia podia lhe proporcionar, Ged foi logo dominado pelo orgulho e a impaciência e, sem querer, libertou um grande mal, um monstro assustador que o levou a uma cruzada mortal pelos mares solitários. 
Ursula K. Le Guin nasceu em 1929, em Berkley, na Califórnia (EUA), filha de pai antropólogo e de mãe escritora, casada com o historiador francês Charles Le Guin. Ursula publicou o seu primeiro livro em 1968, da saga Earthsea (ou Ciclo Terramar), seguido de outros quatro livros, além de oito contos. Ela também é autora da Saga Hainish, publicada inicialmente em 1966, com oito volumes; além de muitos contos, livros infantis e juvenis e poemas. A autora já ganhou vários prêmios literários por suas obras. Vê-se que Ursula não é novata na literatura, e muito menos ensaísta no campo da fantasia ou da ficção científica. Seu nome, assim como seus livros, percorreram o mundo nas últimas cinco décadas, fazendo legiões de fãs em diversas línguas. 

Ela não é apenas uma escritora de sucesso. Tem sido, ao longo de mais de cinquenta anos, referência para escritores do gênero fantasia e ficção científica. Ao ler O Feiticeiro de Terramar é impossível não ver em Ged, ou Gavião, o aprendiz de feiticeiro, um Harry Potter medieval, por exemplo. Também é possível identificar, no estilo da autora, filmes de fantasia e videogames do mesmo gênero que fizeram sua marca registrada, nas telas dos cinemas ou nos games, nas décadas de 1980/1990. 

O livro O Feiticeiro de Terramar é dividido em 10 capítulos, onde vamos acompanhar o jovem Ged, ou Gavião, como é conhecido, em suas peripécias, aventuras e desventuras, para se tornar um feiticeiro. Em suas 176 páginas, vamos encontrar uma história agradável e divertida, como uma introdução ao universo de Terramar e uma espécie de preâmbulo para os livros subsequentes, com direito a muita magia, feitiços, encantamentos, criaturas míticas, demônios, dragões e feiticeiros. A cena em que Ged se defronta com os dragões, ilustrado na capa do livro, é muito legal e merece uma versão cinematográfica. 

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[Resenha] Criaturas Estranhas, histórias selecionadas por Neil Gaiman

02 novembro 2016
Postado por Livy

ISBN: 9788568263440
Tradução: Antônio Xerxenesky e Bruno Mattos
Ano de Lançamento: 2016
Número de Páginas: 400
Gênero: Contos
Selo:  Fantástica Rocco
Editora: Rocco
Classificação: ★★
♥ livro cedido pela editora
Sinopse: Dezesseis histórias fantásticas, algumas escritas há mais de cem anos, outras inéditas, selecionadas por ninguém menos que o aclamado autor de Coraline e outros tantos sucessos, Neil Gaiman. Como o título sugere, Criaturas estranhas é uma coletânea de contos povoada por seres fantásticos, magníficos e às vezes assustadores. Assinadas por autores clássicos de ficção científica e fantasia, como Anthony Boucher e Diana Wynne Jones, a escritores contemporâneos, como Nnedi Okorafor e o próprio Gaiman, as histórias, que parecem ter saído de um sonho, ou talvez de um pesadelo, têm em comum o olhar atento e único de Neil Gaiman para o insólito. Cada conto é precedido de um comentário do escritor, que visa a provocar ainda mais a imaginação do leitor.
Neil Gaiman dispensa comentários. Autor britânico, é detentor de um visual dark, e escritor de diversos títulos literários entre romances, livros infantis, HQs e contos, muitos dos quais já adaptados para o cinema ou televisão, para os quais já trabalhou como roteirista. Vale ressaltar que suas obras literárias, assim como seus roteiros, iniciados na década de 1990, já lhe renderam fama e prêmios. Seu gênero é uma mescla de fantasia, ficção científica, horror e dark fantasy. Ele tem um estilo narrativo único, ao qual é difícil comparar. Se me perguntarem qual é o estilo de Gaiman? Posso apenas responder que é Gaiman. 


“O Museu de História Sobrenatural apresenta: Criaturas Estranhas – Histórias selecionadas por Nei Gaiman...” - Folha rosto do livro, num belíssimo estilo de poster vintage. Aliás, todos os contos contam com gravuras e letras vintage, com belas ilustrações de Narrow-Cribbs, Briony.

São 16 contos ao todo, inclusive um do próprio Neil Gaiman. Cada conto é assinado por um autor diferente, trazendo histórias heterogêneas, mas tendo como pano de fundo algum tipo de criatura estranha. Ora é um ponto que vai tomando forma variada numa folha, até adquirir o aspecto sinistro de uma criatura nunca antes vista; ora são vespas cartógrafas e abelhas anarquistas; ora grifos, serpentes com corpo de mulher, pássaros de fogo, lobos, cacatucanos, manticoras e sereias, lobisomem, ou a temida morte a compor algumas das criaturas que desfilam por essa obra instigante. 

Fazermos aqui uma análise de cada conto seria compor mais do que uma resenha, pois há muitos detalhes e sutilezas que cada um abarca, o que seria impossível dar o seu devido valor sem estender esta crítica infinitamente. Por isso, vou apontar apenas os contos que mais gostei, sem querer injustiçar os demais, salientando que cada um dos leitores poderá ter os seus favoritos e nem sempre combinar o seu gosto com o da maioria dos outros leitores. E não é essa a graça da literatura?  

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